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Posted: Sat Nov 24, 2007 12:18 pm
Título: Passarela. Autores: Haine, Sami e Rikku. Estilo: Redação. Gênero: Geral (especialmente romance). Tipo: Incompleta, capítulos. Censura: 18+. Disclaimer: Saint Seiya não me pertence. E sim, é universo alternativo. :3 Passarela Capítulo 1 - O Novo Contrato O mundo da moda é estressante. Seja pelos estilistas excêntricos movendo mundos e fundos por suas criações extravagantes, seja pelos produtores enlouquecidos temendo não conseguir terminar a sessão de fotos a tempo ou seja pelos modelos inconseqüentes que se acham celebridades, dando-se o direito de atrasar e complicar a vida dos outros funcionários desse ramo. Olhando para o relógio de cinco em cinco segundos, o nervosismo era evidente em Kamus, por mais que ele não deixasse transparecer isso em sua face. Estava sentado em uma sala esperando seu superior chegar. Este segundo havia mencionado que desejava conversar com o empresário, que temia o assunto que viesse a ser discutido. O belo jovem de cabelos ruivos estava apreensivo, já que o modelo que estava em suas mãos havia desistido da carreira. Aquele a quem produzira em outrora era Shaka. Realmente um rapaz muito belo: loiro, olhos azulados e uma pele muito clara e delicada. Teria sido um modelo mais que maravilhoso, o que já era. Fez alguns desfiles e posou para grifes famosas, mas desistiu. Porque tinha um sonho. Para alguns, isso é irracional: largar o que lhe dava dinheiro para correr atrás de um sonho incerto. Todavia, para o jovem ex-modelo, não era. Ele desistiu do mundo da moda para ingressar no mundo da música. Sempre quis ser pianista e tocava divinamente bem, apostou nisso e agora é o músico mais famoso da Europa. Kamus suspirou tristemente lembrando do loiro. Foi ele quem disse para Shaka correr atrás de seu sonho, e não se arrependia, mas por isso aquele quem amava estava na América fazendo apresentações solo. Sim, o pianista e o empresário se amavam, e muito. Era uma coisa errada, talvez, porém eles nem se importavam com isso e continuavam levando seu amor. - Kamus? - Uma voz chamou o ruivo, que estava de cabeça baixa perdido em seus pensamentos. - Fico feliz que tenha podido vir, afinal lhe chamei de última hora. - Entendo, senhor Saga. Vim assim que pude. - Respondeu ao seu supervisor, que era um homem alto e de cabelos escuros. Havia sido modelo anteriormente, mas agora apenas ajudava aos mais jovens interessados nessa área a seguirem seus sonhos. - Adoro o fato de sempre poder contar com você. - Sorriu sinceramente. - Estou com um problema e creio que vou precisar de sua ajuda. - Gostaria de ouvir o que o senhor tem a me dizer, então. - E indicou poltrona em sua frente para o outro sentar. - Um novo modelo está vindo para nós e quero que você fique encarregado dele. - Respirou fundo. - O rapaz é bonito, de fato, até trouxe umas fotos dele. Porém, nosso problema é outro: ele se dá o direito de escolher o empresário! Passou por varias agencias e nenhum deles o agradou. - Revirou os olhos. - Ele é uma pessoa bastante importante, sendo o filho de um empresário. O próximo "alvo"... - Fez um sinal com as mãos indicando aspas. - ...dele somos nós. Eu gostaria de surpreender a todos fazendo o rapaz se decidir a ficar aqui, entende? Por isso quem vai convencê-lo que nós somos os melhores é você. E não retruque! - Elevou a voz, percebendo que o ruivo ia reclamar de algo. - Você perdeu nosso melhor contrato. Acho bom conseguir esse e mantê-lo aqui. Somos amigos, mas não poderei fazer mais nada, se é que você me entende. Não é nada pessoal, são apenas negócios. - Sim... Sim, senhor. Farei o possível e... - Kamus disse, bastante nervoso. - O possível não é o suficiente, meu amigo. Quero ver mais que isso. Agora, se me dá licença, tenho coisas importantes a tratar. - Se levantou, acenou para o outro que estava ainda em choque e passou pela porta. O ruivo se levantou e seguiu seu superior, para pedir-lhe as fotos. "Ainda bem que me lembrou, Kamus! Fico feliz que esteja dedicado nesse trabalho, pelo menos", foi o que recebeu em resposta quando pegou o envelope, que parecia estar estufado de fotos. Pediu licença e começou a se dirigir para sua sala. Teria uma longa tarde planejando como abordar o seu novo modelo. Encontrou Mu, um estilista que era seu amigo e que ajudava muito na hora das fotos, e o convidou para juntar-se a ele na análise do seu novo modelo. Kamus lia atentamente a ficha do jovem, chamado Milo. Tinha a mesma idade que a sua, era nascido em novembro, loiro, olhos claros... A imagem que lhe veio a cabeça foi a de Shaka, apertando-lhe o coração. Pois bem, continuou lendo. Constava na ficha o fato de ter cabelos cacheados. "Menos mal. Os do Shaka são lisos. E lindos..." - pensou o empresário. Entre suas atividades favoritas estavam jogar videogame e viajar. E sua comida favorita era... - Kamus! - Mu exclamou tirando a atenção do outro da leitura. - Olha essa foto! O que isso pode estar fazendo aqui? "Atentado ao pudor". Essa podia ser a legenda para aquela foto. O tal Milo estava completamente nu. Numa pose onde podia ocultar algumas partes, mas o resto de seu corpo estava a mostra. Os cabelos longos e dourados caiam em cachos pelas costas do homem de olhos azuis bem marcantes. Sorria de um modo sarcástico, isso estranhamente era sensual, e tinha o dedo indicador colocado em frente aos lábios, como se pedisse silêncio. O que mais chamou a atenção de corpo, além dos olhos penetrantes e do corpo escultural, foi uma enorme tatuagem de escorpião que o loiro tinha no braço. "É bonito. Mas o Shaka é muito melhor que ele... E qual é da tatuagem?" - Pensou, com um pouco de raiva. Só de olhar para aquela foto sentiu ódio do modelo, percebendo que seria difícil trabalhar com ele. Parecia ser muito cheio de si. - Vai querer ver as outras fotos, Kam? - O estilista chamou a atenção do empresário. - Não. Com essa vi coisas que até dispensava ver. - Rolou os olhos. - Esse modelo parece ter o ego do tamanho do universo multiplicado por três. Que saco. - E jogou a foto na mesa. - É raro ver você revoltado, meu bom amigo francês. - Riu Mu. - Parece que vai ser divertido assistir a intensa luta: de um lado o certinho, porém muito lindo, Kamus e do outro o egocêntrico, mas muito gostoso, Milo. - Aplaudiu e disse "Bis!" várias vezes. - Até você, Mu! Mais um loiro chato que se volta contra mim. - Suspirou. - Primeiro o Shaka que vai para a América, depois o egocêntrico e agora meu bom amigo tibetano Mu... A vida é tão injusta. - Falou dramaticamente, mas brincando. Despediu-se do amigo e desejou poder ir para casa. A tarde passou muito rápido e a noite caíra com uma velocidade ainda maior. Aiolia e Afrodite, seus colegas de trabalho, convidaram-no para sair com eles. Recusou educadamente, é claro, e voltou para seu apartamento. Preparou algo rápido para comer, apesar de cozinhar bem, não se sentia inspirado para fazer pratos muito requintados para apenas si mesmo. Após comer, tomou um banho rápido e pegou o telefone, discando um número que utilizava muito, ultimamente. Chamou umas duas ou três vezes e pôde se deliciar com a tranqüila voz que veio do outro lado da linha: - Estava esperando. - Shaka... Desculpe-me. Atrasei-me um pouco no serviço. - Não se preocupe, Kam. - Riu. - Estou com saudades... Como foi seu dia? Era quase como um ritual sagrado para o ruivo ouvir a voz de seu amado. Contou-lhe da conversa com Saga, de seu novo modelo e de ter olhado as fotos com Mu. Shaka se desculpou. Sentia-se culpado por ter largado a carreira e conseqüentemente Kamus, mas nunca era culpado por isso, muito pelo contrário: era totalmente apoiado. Depois ouviu sobre os preparativos para o concerto do loiro, rindo e se deleitando por pelo menos poder ouvir a voz do outro. A conversa foi breve, porém muito importante para eles. Logo se despediram, e o francês foi dormir. Teria um longo e, provavelmente, terrível dia. Entrevistaria Milo e com certeza, iria se irritar com o outro. A noite passa muito rápido quando quer que ela passe devagar. Mal caiu na cama e já teve que se levantar. Reclamou um pouco, mas sabia que, a contragosto ou não, tinha que fazer isso. Comeu, escovou os dentes, tomou banho, arrumou sua pasta de trabalho e foi escolher uma roupa. Colocou uma camisa formal e calças, já que estava um dia um tanto quente para se usar terno. Ajeitou o relógio no pulso, vendo que tinha uma hora e meia de sobra. Gostava de ser pontual. Aliás, ele gostava de chegar bem antes da pessoa que esperava. Morreria de vergonha se um dia viesse a se atrasar. Chegando em seu trabalho, ouviu piadinhas como "caiu da cama, francês" e se dirigiu até sua sala, encontrando Shura sorridente. Eram bastante amigos, aliás foi o espanhol moreno quem apresentou Shaka ao ruivo. Conversaram e riram bastante. Pelo visto, a notícia de que o novo modelo de Kamus era uma mala - sem alça e nem rodinhas, como o francês brincou - chegou aos ouvidos do outro. A hora da entrevista chegou, Shura afastou-se dizendo algo como "força! Estaremos torcendo por você!" e Kamus sorveu um pouco de café da xícara que tinha preparado enquanto esperava seu modelo. Capítulo 1 - Fim. Continua... - Passou por mais de cinco pessoas, mas ainda assim pode conter erros. - Eu me orgulho dessa fic, apesar de achar que ela pode ser melhorada. - Não, eu não entendo lhufas do mundo da moda. Mas admiro pacas esse ramo e morreria feliz se pudesse trabalhar como estilista. - Alguns personagens estão meio OOC (tipo o Mu e o Shaka), espero que não se importem. <3
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Posted: Sat Nov 24, 2007 12:32 pm
Passarela Capítulo 2 - A Entrevista Quinze minutos é um atraso considerável. Levando em conta o quanto o trânsito de carros anda complicado, especialmente em grandes cidades, é bastante normal uma pessoa se atrasar dez, quinze ou até vinte minutos. Mas duas horas e cinqüenta e quatro minutos era demais pra Kamus, que já estava mais do que irritado. "Ele quer me fazer de idiota?" - foi o que pensou. Revisava as perguntas que ia fazer para o outro, tentando se distrair, se bem que isso era impossível, já que lia aquilo desde horas atrás. Bufando, se ajeitou na cadeira e pegou um livro para ler. Nem prestava atenção na história, seus olhos corriam pelas miúdas letras, porém sua mente estava longe: amaldiçoando um certo loiro com cabelos cacheados. Por volta de uma hora e meia que tinha se passado, sua porta foi aberta pelo modelo... que sorria de modo radiante. - Sinto muuuito pelo atraso! - Disse, cinicamente. - Mas é que eu não consigo acordar cedo, sabe? - Tudo bem, o que importa é que chegou, senhor Milo. - Disse sorrindo e tentando ser cordial. - Sou Kamus d'Eon . - Estendeu a mão para que o outro a apertasse. - Bom te conhecer, Kam. - Apertou a mão que lhe foi oferecida. - Você já sabe, mas por formalidade: sou Milo Archiakos. Só "Milo" está mais que bom. - Entendo, senhor Milo. Gostaria de se sentar, por gentileza? - Indicou a cadeira, um pouco mais irritado, já que tinha sido chamado por um apelido. - Claro, claro. Mas vamos logo com isso. Não tenho o dia todo. - Que esnobe. Conheço loiros mais educados que você. - Murmurou Kamus, enquanto se abaixava para colocar o livro na gaveta mais baixa. - O que disse? - Nada. Podemos ir rapidamente, então. Também tenho coisas pra fazer. - Vindo de um cara como você, deve ser trabalhar. Não deve existir mulher louca o bastante para ir pra cama com você. O ruivo sentiu seu sangue ferver. - Bom... Vamos começar a entrevista. - ...Claro... O que vocês podem me oferecer nessa empresinha? Tudo bem que eu dormi até mais tarde, mas esse agência de vocês é perdida onde Judas perdeu as botas. Levando em consideração a fama, o tamanho e a localização, duvido que tenham algo de satisfatório. - Suponho que nessa entrevista deva ser eu a fazer perguntas, senhor Milo. - estava irritado. - Oh, que problema, então... - Riu, sarcasticamente. Isso só serviu para irritar mais seu entrevistador. - Que falta de compostura. - Sussurrou Kamus. - Shaka dá de cem a zero nesse mala... - Disse alguma coisa? - É o que parece? Será que eu não mexi a minha boca por pura coincidência? - Revirou os olhos. - Que falta de educação. - Retrucou o outro com desdém. - Mesmo? Me impressiono com seu olhar astuto. Tão exigente, mesmo não sendo tão bonito assim. - Elevou um pouco a voz. - Repita isso! - Levantou-se na cadeira, agora estava irritado. - Oh, o que foi sair da minha boca? Peço desculpas, é só que estou acostumado com outro tipo de cliente. - Foi a vez de Kamus falar com desdém. - Está se referindo a alguém especial, senhor agente? - Bateu a mão com força na mesa. - Na verdade, sim, mas isso não vem ao caso. Então, quais são suas motivações para o trabalho? - Não vou lhe responder nada, absolutamente nada dessa entrevista fajuta! Até me contar quem é essa pessoa! - Parece que temos um mudo aqui. É até melhor, modelos que falam não vão muito bem. - Sorriu sarcasticamente. Não entendia porque estava se irritando tanto. Devia conseguir esse cliente e não brigar com ele. - Ora, seu...! - Cerrou os dentes. - Deixe-me colocar algo em claro e bom som: você não é nada. Desse jeito, não vai conseguir nada. Acha que todas as empresas o querem? Ora, meu querido, há uma fila de pessoas aí querendo a vaga que você tanto despreza. - Fez um gesto com a mão, de total desdém. - Para mim já chega! - Fez menção de ir embora, mas o francês o segurou. - Não, não chega! - Exclamou. - Saiba que você não chega aos pés do nosso antigo contrato, quer ver uma foto? Olhe na parede, e agora ponha-se para fora daqui! - Primeiro apontou um enorme quadro com uma foto de Shaka, que realmente era belo, e em seguida apontando a porta. - ...Não, espere. - Disse, depois de ficar um momento em silêncio. O ruivo o fitou, confuso. - Desculpe-me, fui muito insubordinado. Por favor, faça suas perguntas... - Muito bem. Agradeço por sua cooperação, senhor Milo. - Sorriu vitorioso. O modelo fitou o outro com desprezo. Não sabia exatamente o porquê, todavia algo no outro o desafiava e o fazia querer trabalhar naquela agência. Por sua vez, o agente estava com a paciência no limite, mas ainda não havia desistido daquela entrevista. Duvidava que, depois daquela conversa que tiveram um pouco antes, o outro resolvesse trabalhar com eles. Contudo, se o surpreendesse aceitando, tudo se tornaria extremamente interessante. Visualizou o arquivo com as perguntas que havia deixado aberto. Afinal, estivera com tanta raiva e ocupado em discutir com o outro que esquecera metade das perguntas. Após correr os olhos pelas miúdas letras, voltou a encarar seu entrevistado e começou, finalmente, o motivo de estarem ali: - Então, vou repetir minha pergunta: quais são suas motivações? - Crescer e ser famoso, o que mais? - Sorriu. - ...Trabalho anteriores que considera importantes? - Tentava ser cordial. - Nenhum em especial. Já viu meu nome em alguma revista? Pois é. - O sarcasmo era evidente em seu olhar. - O que pensa da nossa empresa? - Não, essa pergunta não estava prevista, mas resolveu fazê-la. Curiosidade pessoal. - ...Preciso mesmo responder isso? - Surpreendeu-se. - Não, eu gastei dez segundos perguntando por nenhum motivo aparente... - Revirou os olhos. - O que o senhor acha? - ...Bem, eu considero uma empresa de grande porte, se é que me entende. Perfeita pra suprir minha necessidade pela fama. - Sorriu, quase que docemente, se não fosse o olhar de puro desprezo que dirigia ao outro. - Tenho certeza que ela vai crescer as minhas custas, mas isso são outros quinhentos! - Ora, ora, quanta audácia, nossa empresa é mais do que isso, senhor Archiakos. - Fez uma pausa. - Vou esclarecer. O ruivo não gostava muito de quando desprezavam a empresa que Saga e Kanon, os gêmeos fundadores, trabalharam tanto para erguer. Realmente, o prédio onde estavam era bastante simples a primeira vista, mas quando se andava mais um pouco se tornava possível se perder pelos corredores de paredes claras decoradas com vários quadros de extremo bom gosto, pintados por artistas prestigiados. Deixando de lado o último andar, onde ficavam as salas dos gêmeos, os outros lugares eram pouco luxuosos, todavia organizados e claros. Os funcionários, tirando uma intriga ou outra, eram bastante amigos, talvez pelo fato dos fundadores terem depositado responsabilidades em amigos de confiança, com quem conviviam desde muitos anos atrás. Saga e Kanon foram colegas, na época de escola, de Aiolos e de Shura. O primeiro, apesar de ser um belo jovem moreno, trabalhava como fotógrafo e era particularmente bom nisso, já o segundo era um modelo bastante conceituado, que vestia bem tanto roupas formais quanto informais. Afrodite era o maquiador chefe, um rapaz bastante feminino e incrivelmente belo - como diz seu nome -, fazendo muito sucesso. Tanto entre os homens quanto entre as mulheres. Aldebaram, um homem bastante alto e cheio de energia, ajudava em muitas coisas os colegas, mas sua grande responsabilidade era auxiliar os fundadores em seu trabalho. Também havia um rapaz cujo nome era desconhecido, por isso o chamavam de "Mask". Ele era um dos poucos que não apreciava o trabalho que tinha: cuidava da iluminação e da música na hora dos desfiles. Porém, detestava isso e tinha como objetivo ter uma banda de rock ou metal, mas por enquanto trabalhava sem reclamar para juntar dinheiro - o salário que recebia era até considerável - e comprar mais equipamentos. A "Segunda Turma", como eram chamados devido a serem um tanto mais novos que os fundadores oficiais, era formada por Kamus, Aiolia, Mu, Shaka, Marin e Shina. Respectivamente dois agentes, estilista, modelo, cabeleireira e maquiadora assistente. Cursaram o colégio e conheceram os gêmeos por meio de Aiolia, o irmão de Aiolos; imediatamente se deram bem e começaram a trabalhar todos juntos. Claro, atualmente há por volta de cento e cinqüenta novos funcionários, entre modelos, agentes e "staff". Realmente, é uma empresa de grande porte. E dizer que irá crescer por causa de um único modelo é pretensão demais. - Sabia, por acaso, que nossa empresa trabalha com modelos de todo o mundo, e é considerada uma das maiores da Europa, se não do mundo? - Mas é a maior, por o acaso? - Ergueu a sobrancelha. - Bem, talvez seja. - A-ha! - Exclamou vitorioso. - Talvez, uma palavra que não me agrada, senhor Kamus. Não me sinto obrigado a saber sobre uma empresa que "talvez" seja a maior da Europa, se não do "mundo", se é que me entende. - Era um tom de desdém. -É mesmo? Então, clareie a minha mente, senhor Archiakos, qual é a maior empresa deste ramo no mundo? - Sorriu sarcástico. - Bem, eu... - Desmanchou sua expressão, para apresentar um olhar confuso. - Não sabe? Ora, ora, está me dizendo, então que... Não há uma maior, é isso? Por isso seu conhecimento se limita? Hm? - O jeito com que o ruivo falava irritava profundamente o loiro. - Estamos em profundo devaneio, prossiga com a próxima pergunta, suponho que o senhor ainda tenha uma fila de clientes para atender, não? - Admitiu derrota. - Tenho mesmo. - Voltou a sua expressão séria. - Quem você escolheria como ídolo? - Sua pergunta é um tanto... Retórica, senhor Kamus. - Sorriu Milo. - ...Como? - Fitou-o confuso. - "Espelho, espelho meu, existe alguém mais belo do que eu"? - Riu de sua própria brincadeira. - Não vai se ofender se eu disser? - Disse em um tom de voz mais baixo, porém audível ao modelo egocêntrico. - Hmph! - Bufou, ignorando o comentário. - Digamos que... Eu me amo. - O último que disse isso teve uma morte lastimável. - Franziu o cenho, enquanto questionava um possível parentesco entre o modelo a sua frente e o personagem mitológico Narciso. - Mas eu não terei, senhor Kamus! Eu serei grande! - Levantou-se, entusiasmado. - Muito grande! E a sua empresa será meu foguete para a lua! - Ou seu veículo para os esgotos, não? Jamais pensou em... Falha? - "Falha" não consta em meu vocabulário, Kamus. - Suponho que o fato de você tê-la dito implique o contrário, e... É "senhor" Kamus, para o seu tipo, obrigado. - Gr... Mais... Alguma pergunta? - Cerrou os punhos. - Suponha que isso seja tudo, e não nos ligue, nós ligaremos pra você. - Como se eu fosse me rebaixar tanto... - Sussurrou, em seguida aumentando o tom de voz. - Isso parece o que dizem para os sem talento, Kamus. - Oh? Peço desculpas. - Disse, cínico. - E eu tenho talento, e muito! Com licença. - Deu as costas, empinando o nariz e se dirigindo a porta. - É, vi isso na sua G-Magazine. - O comentário estava impregnado com veneno. Milo praticamente rosnou com o comentário. Saiu no corredor em passos firmes, sendo observado por muitos funcionários - alguns chegaram a parar o que estavam fazendo para ver o modelo que estava num estado que beirava a insanidade. Adentrou no elevador e apertou, pelo menos, dez vezes o botão do térreo. Não via a hora de sair daquele prédio. Mas uma coisa tinha decidido. Ia ser modelo daquela agência. E seu empresário seria o ruivo. Pura implicância, algo quase infantil, porém, infelizmente, esse era seu gênio. Chegando ao quarto andar, a porta se abriu e uma bela mulher de cabelos escuros adentrou. O loiro estava tão irritado planejando coisas que faria para enlouquecer o ruivo quando fosse chamado - não passava pela sua cabeça a hipótese de não ser chamado. A mulher o fitou por alguns instantes, quando ele retribuiu o olhar recebeu um sorriso e um cumprimento simpático: - Boa tarde. Estava intrigada porque nunca o vi nesse local. - Milo. Provavelmente serei o novo modelo do Kamus. - Revirou os olhos e quase cuspiu aquele nome. - Sério? - Os olhos dela brilharam. - Meu nome é Shina! Sou a maquiadora assistente e... talvez sirva como secretária do Afrodite as vezes. - Revirou os olhos. - Ele vive me mandando fazer uma coisa ou outra, sabe? Coisas aleatórias e sem importância. O modelo queria sumir dali. Já não bastava seu humor estar péssimo e agora tinha uma mulher, que usava um esmalte roxo gritante, contando toda a história de sua vida. Quase entrou em surto quando faltou luz e o elevador parou, no segundo andar. Ouviu um gritinho apavorado da sua acompanhante e revirou os olhos: "frescurenta" - foi o que pensou. - Parece que o elevador parou... - Jura? Talvez seja apenas impressão sua. Ou chegou a conclusão porque estamos no escuro e o barulho de motor que ele fazia parou? - Não precisava ser grosso! - E riu fazendo uma piadinha. - Bem, mas se você tiver um outro local grosso acho que vou me apaixonar. Definitivamente, Milo queria que abrisse um buraco na parede para ele sair dali. A voz da mulher o irritava. Capítulo 2 - Fim. Continua...
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Posted: Sat Nov 24, 2007 2:29 pm
Título: Reverso. Estilo: Redação Gênero: PWP. Tipo: Oneshot. Censura: 18+. Disclaimer: Bleach não me pertence e essa fanfic pertence a Natty. 8DD Reverso - Não acredito! Você vai sozinho, Kurosaki?! - Berrou, enquanto batia, insistentemente, na porta. - Cale-se, Ishida! - Respondeu no mesmo tom. - Isso não tem nada a ver com você! Silêncio. Em seguida, rompido por um estrondo. Ao que parece, o arco dos Quincy não servia apenas para exterminar Hollows. A porta fora derrubada por uma flecha disparada por Uryuu. Ichigo havia se assustado e estava jogado ao chão, atônito. Tanto que nem reagiu quando o outro lhe pegou pelo braço, forçando-o a se deitar na cama. Fitou a face do arqueiro. Os olhos estavam úmidos e os lábios crispavam-se de ódio. - É claro que tem a ver comigo! Como você pode dizer o contrário?! - O Quincy estava alterado e berrava a plenos pulmões, assustando o shinigami, que não esperava tal reação. - Ishida, eu... - E tocou a face do outro, que afastou-o com um movimento brusco. - Você o escambau! - Fez uma pausa. - Chega! Ichigo não saberia precisar como chegou àquela posição. Deitada sobre a cama, com as mãos atadas e Uryuu sobre si, distribuindo beijos por seu rosto e pescoço. Não que o amor transmitido fosse estranho, mas o Quincy nunca tomava atitudes ousadas, como aquela, quem o fazia era o shinigami. - Vou retribuir um pouco. É divertido estar "no controle", às vezes. - E passou a língua sobre um dos mamilos de Ichigo. Brincou com ele até torná-lo rígido, partindo para o outro. Sentiu que era hora de avançar, abocanhando o membro do shinigami, que gemia de prazer. Continuando com as carícias, introduziu um dedo na entrada dele, que urrou em um misto de dor e luxúria. Percebendo que nem seu amado, nem si próprio agüentariam muito tempo, introduziu-se dentro do outro completamente, arrancando gemidos e lágrimas de Ichigo, que se encontravam em um misto de dor e prazer. Aliás, o prazer dominava a dor. Quando sentiu que o ruivo se acostumara, Uryuu começou a se mover, até arrancar um grito deleitante que anunciou que o limite havia chegado para Ichigo. Não tardou para chegar para o Quincy, também. Deitaram-se lado a lado exaustos. O arqueiro desamarrou o shinigami, acomodando-se entre os braços dele. - Prefiro do outro jeito, Ishida. - Riu Ichigo, distribuindo beijos pela face do outro. - Mas não nego que foi bom. - Confesso que também prefiro. - Ficou pensativo. - Mas até foi divertido vê-lo berrar por mais. - Não me compare a uma atriz de filme pornô, Uryuu-chan. Riram, adormecendo em seguida, de tão cansados que estavam. Uryuu jamais diria em voz alta, mas adorava a sensação de aconchego que sentia enquanto dormia protegido pelos braços do shinigami. Nunca iria dizer - o que não era necessário, as ações falavam por si -, porém amava, e muito, o ruivo que, ironicamente, era pra ser uma das coisas mais odiáveis do mundo... um shinigami... Fim! ;Dd
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Posted: Sun Nov 25, 2007 10:27 am
Passarela Capítulo 3 - As Fotos Milo e Shina ficaram um longo tempo em silêncio, apenas esperando o motor do elevador funcionar. O modelo amaldiçoava o fato de ter levantado da cama para ir responder àquela entrevista, como se não bastasse o empresário mal-humorado, agora havia uma secretária, maquiadora ou o que for presa num elevador junto com ele. O loiro ficou surpreso quando a mulher o agarrou e prensou na parede. Ele se surpreendeu com a força que a morena tinha, e estava sendo beijado a força. Quando conseguiu se desvencilhar dela, berrou o mais alto que pôde: - Sua baranga! Me solta! - Isso, xinga que eu gosto... Shina começou a beijar o pescoço do homem a sua frente, em seguida descendo a mão até uma região particular bastante sensível. Milo arregalou os olhos e tentou afastá-la, se debatendo. - Quer morrer? Eu vou te processar! - Isso! Me processa! Me xinga!... Me joga na parede e me chama de lagartixa... ou de cobra, como preferir... - Riu, se deliciando com o desespero do modelo. - Você é louca... Saia de perto de mim! - Mas se eu sair de perto, não rola nada! - O beijou mais uma vez. - Sua maluca, já mandei me soltar! - Berrou, assim que conseguiu romper o beijo. - Pode até me processar... - Ficou séria, de repente. - Mas, então, eu digo que você é gay. - O quê?! O loiro fitou a mulher, que parecia estar se deliciando com aquela situação, incrédulo. - Para um modelo, a imagem pública é tudo, meu querido. - Ronronou a morena, sendo empurrada contra a parede, somente podendo ver as costas do modelo que saiu correndo pela porta, a recém aberta, do elevador. A energia voltara. Não foi surpresa nenhuma quando Milo atendeu ao telefone no dia seguinte pela manhã e ouviu que havia sido aceito no teste. Sorriu vitorioso e tomou um rápido banho, em seguida vestindo-se e saindo de casa para ir até a agência. Entrou em seu carro e deu a partida, sentindo-se tranqüilo por ter o vento acariciando seu rosto. Logo teria um dia cheio, já que seria necessário fazer um álbum de fotos para divulgar seu trabalho. Demorou alguns minutos logo pode avistar a simples, porém bela, entrada do prédio da "Agência de Modelos Sanctuary". Foi cumprimentado por alguns funcionários assim que entrou. Solicitou falar com Kamus e recebeu como resposta da recepcionista que já era aguardado na sala do outro. Subiu as escadas e logo viu a porta da sala de seu agente, que ficava convenientemente logo a frente da escadaria. Bateu duas vezes na porta e a abriu, adentrando no aposento e visualizando o ruivo que lhe sorriu, em seguida se aproximando: - Boa tarde, senhor Milo. - Disse o outro, com um tom de extremamente frio. - Serei seu empresário daqui por diante. Espero que façamos um ótimo trabalho juntos. - Agradeço pela oportunidade de trabalhar, Kamus. Estou ansioso para começar! - Deu um sorriso e apertou a mão que lhe fora oferecida. - Fico feliz por isso, já que precisamos tirar algumas fotos suas... Então, você só precisa assinar esse contrato aqui e já podemos ir até Afrodite e Mu, maquiador chefe e estilista respectivamente. - Entendido. - E pegou uma caneta para assinar a folha de papel. Desceram de escadas, já que Milo replicou que nunca mais andaria no elevador daquela empresa, e dirigiram-se a uma sala onde um jovem loiro selecionava algumas peças de roupa. Se apresentou como Mu e fez com que o rapaz de cabelos cacheados experimentasse uma calça justa e uma camisa preta. Apesar de básica, era uma roupa que vestia bem o grego. Ainda mais com alguns acessórios que o estilista providenciou. Chegaram na outra sala onde precisavam ir. Era como um camarim das estrelas de Hollywood. Haviam vários produtos para o cabelo, maquiagens, esmaltes, escovas de diversos formatos e alguns aparelhos estranhos sobre uma mesa comprida e na parede um enorme espelho. Kamus adentrou no aposento, pedindo que Milo esperasse sentado em uma cadeira, mas logo voltou seguido de um rapaz muito belo que até parecia uma moça. - Muito prazer, senhor Milo. Meu nome é Afrodite. Todos aqui me chamam de Dite, sinta-se a vontade para fazer isso também. - Com um sorriso simpático, apertou a mão do loiro. - O prazer é meu, Dite. Pode me chamar de Milo, ok? - Sorriu. - Eu já volto. Vou falar com o fotógrafo. Dite, por favor, você sabe o que fazer! - E o ruivo saiu daquele camarim estranho. - Pois bem... Comecemos sua maquiagem, Milo? - Rápido, ok? Não faça muitas frescuras... Daqui a vinte minutos eu tenho que ser fotografado... E devo estar impecável! - Reclamou o modelo. - Nossa, não fale desse jeito! Não quero que nada de mal saia da sua boca... Ou entre nela. - Debochou o outro. - Como disse? - Ergueu a sobrancelha. - Não gosto de repetir, flor. - Quem você pensa que é?! - Euzinho... - E se apontou. - Sou o maquiador chefe dessa grande companhia e trabalho aqui a muito mais tempo do que o "jovem mestre", - Fez uma mesura exagerada. - aí. Claro, eu também sou um amigo pessoal do Saga, o seu chefinho. Portanto, segure essa bunda carnuda na cadeira e me deixe trabalhar, sim? - Ouviu, por parte de Milo, um rosnado em resposta. - E não rosna não, isso me deixa excitado. - Será que todos os empregados dessa empresa são assim? - Revirou os olhos. - Hei, olha como você está fazendo isso! Não fica bem pra mim! - Com licença, fofucho! Quem é que faz a maquiagem aqui? O biba loira cacheada ou a belezura aqui? Euzinho, não? Ou mudaram os cargos e não fui avisado? - Do que você me chamou? - Exclamou o grego, se levantando. - Oras, temos um surdo aqui! Kamus me disse que você tinha uns surtos e ficava mudo, mas ele comentou que você escutava bem demais... Além do necessário. - Já chega! Vou te dar o que está pedindo, seu idiota! - Vai me dar? Acho que vou esperar sentado, não, melhor, deitado! Preparação é muito importante, não acha? - O que você está supondo, sua bicha? - O sangue de Milo fervia. - Ui, roda baiana não, Creuza! Sabe, acho que você não devia ter tatuado um escorpião, e sim uma onça. Combina mais com você, todo selvagem. - E riu, sarcasticamente. - Vai pagar por ter dito isso! - No máximo, fofo, quem vai pagar alguma coisa a alguém é você, com seu salário por ter chegado atrasado na sessão de fotos... Bem, eu aceitaria o corpo... - E analisou bem o modelo. - Não é de se jogar fora... - Hã? - Olhou para o relógio pendurado na parede. - Droga! Faça o seu trabalho logo! - Se jogou na cadeira. - Lamba meus pés e um pouco acima. - Afrodite torceu o nariz. - Não vou te ajudar tão cedo... - Ouviu outro rosnado como resposta. - Já não disse pra não rosnar? Você vai cumprir com as conseqüências se eu ficar excitado... - Faça logo, por favor... - Apelou. - Então comece a lamber. - Você não está falando sério! Ou está? - Não? Se você não me der respeito, e algo mais, vai perder o emprego. - Respirou fundo. - E eu farei de tudo para que não consiga outro tão cedo. Milo sentiu-se encurralado e perdido. Agora que tinha irritado o outro, que se recusava a fazer seu trabalho, pensava no que era pior. Perder o emprego por não conseguir ser fotografado a tempo ou perder o emprego por ter ido a sessão de fotos com a maquiagem pela metade. - Se ele perder o emprego, assegurarei para que perca o seu também, Afrodite. - Kamus chegou e, pelo visto, ouviu parte da conversa. - Acabem logo com isso, que eu estou com pressa! Quanta frescura! - Ah, que estresse, Kam! E olha que fala de frescura, francês! Bem, você devia relaxar mais... - E terminou o que devia fazer no modelo. - Pronto. - Te devo uma, Kamus. - Disse o rapaz de cabelos cacheados, se aproximando do francês, sorrindo. - Deve ao Afrodite. E, acredite, ele é ótimo em cobrar dívidas. - Sorriu sarcasticamente. - Se sou! - Riu o maquiador. - Estarei esperando para combinar como e onde serei pago... Mi. Após saírem do aposente e estarem se dirigindo a sala onde eram fotografados os modelos, o loiro perguntou ao ruivo: - Ele falava... Sério? - Nem imagina o quanto. Com medo dos detalhes, mas sorridente, Milo foi apresentado a Aiolos, o fotógrafo. Conversaram um pouco, discutiram junto com Kamus como seriam as fotos. Em seguida, o ruivo pediu para que continuassem já que iria lavar o rosto e buscar um café. - Aconteceu algo com ele? - Perguntou o modelo ao outro, um tanto surpreso. - Talvez... O Kam gosta de assistir enquanto estou batendo fotos, e geralmente vem com bons palpites sobre iluminação e cor. Mas, enfim, vamos continuar! Talvez ele só esteja com sono. O francês precisou molhar o rosto duas ou três vezes para despertar-se completamente. Havia estado bastante infeliz desde que Shaka havia viajado, todavia ultimamente não conseguia dormir direito e, por isso, passava o resto do dia sonolento. Tomar um café sempre o deixava melhor, por isso se dirigiu ao bar que havia dentro do prédio da Agência Sanctuary. Enquanto se aproximava, ouviu uma conversa a respeito de seu modelo. Por isso, resolveu parar para ouvir: - Gente, vocês não vou acreditar... Sabem o novo modelo do Kamus? - Era a voz fina e esganiçada de Shina. - Sim, aquele loiro de cabelos cacheados? O Aiolos está tirando fotos dele agora... - Quem respondeu foi a ruiva Marin. - Ele é bonitão mesmo, pena que é chatooo... - Queixou-se Afrodite. - Você também não é flor que se cheire, Dite! - Riu Shina. - Bem, ontem quando deu aquela queda de luz... Eu estava no elevador com ele! - Ahhh! E aí? O que você fez? - Tentei me aproveitar da situação, claro! - Riu. - Essa é minha garota! - O maquiador comemorou. - Tá, e aí? - Não consegui fazer muita coisa, porque ele saiu correndo. - Caramba, só tem veado nessa empresa...? Ah, nada contra você, Dite! - Também te amo, tolinha! - Fingiu-se de magoado o rapaz. - Bem, sabe que ele é bem dotado? - Oh, nesse sentido? - Sim, sim... É bem grande! - Se empolgou a morena. - Mulher na seca é coisa triste, viu! - Brincou Afrodite, ouvindo muxoxos em protesto de suas colegas. - Bem, eu achava que o elevador fosse algo que apenas subisse e descesse... - Kamus se aproximara dos três que conversavam, um tanto constrangido. - Ah, uma coisa que eu aposto que vai subir e descer é a mão da Shina em certos lugares da anatomia de seu modelo, meu caro! - Riu Afrodite ao ver os olhos do ruivo se arregalarem, contrastando com a face que corava mais. - Não esquenta não, francês. Nós não vamos desconcentrá-lo do trabalho... mas nós podemos vir a nos desconcentrar do nosso. - Marin comentou, dando um beijo estalado na bochecha do rapaz. - Ora, francamente! - E tratou de sair de perto daqueles três o mais rápido possível. [Trecho bônus] Kamus, que após ouvir a conversa dos colegas voltou, praticamente, correndo pelos corredores que levavam ao local onde Aiolos fotografava Milo, pensou: "Hm... Nem deve se comparar ao do Shaka." Enquanto isso, nos Estados Unidos, durante um ensaio de piano... - ATCHIM! - Espirrou o loiro, limpando discretamente o nariz com um lenço. - Andam falando muito de mim... Que bom. - E voltou a tocar uma melodia em seu piano. [/Trecho bônus]Capítulo 3 - Fim. Continua...
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Posted: Sun Nov 25, 2007 10:30 am
Passarela Capítulo 4 - O Jantar - Senhor Milo, é bastante importante ter a sua presença. Encontraremos vários possíveis clientes e seria ótimo se eles vissem você, é quase como se fosse uma propaganda. - Entendo, Kamus. Farei esse favor a você! - Sorriu, debochando do outro. - Favor...? Quanta honra. - Respirou fundo, contando até dez para manter a calma. - Bem, será no sábado às oito e meia da noite. Para garantir que não se atrase, o pegarei em sua casa. De acordo? - "Yes, sir"! - E imitou um soldado batendo continência, fazendo seu agente rir um pouco. - Estou ansioso para isso! O ruivo fez menção de ir embora, dirigindo-se a porta, todavia, lembrando-se de algo, virou-se para encarar o modelo. Estava mais sério que o normal, o que despertou um pouco a atenção do sorridente loiro. - Algum problema, Kamus? - Ergueu a sobrancelha. - Não é exatamente um problema... Porém devo adverti-lo que haverão concorrentes lá. - Respirou fundo. - Oh, sim. É ótimo conhecer o inimigo! - E deu um sorriso radiante. - Creio que seja só isso. Nos veremos amanhã para discutirmos mais algumas coisas, acho que consegui um desfile para você participar... A Heidi, a organizadora do evento, me avisaria amanhã se tudo estivesse certo! - Sorriu. - Fique feliz, senhor Milo! Será um trabalho significativo! É para um programa de televisão! - Mesmo!? - Ao ver o outro assentir com a cabeça, comemorou. - Isso é ótimo! - Amanhã teremos certeza! Será uma maravilha se conseguirmos! - Se encaminhou para a porta. - Até mais, senhor Milo. - Kamus... - Sim? - Me chame só de Milo. Essa coisa de senhor, com um cara jovem como eu não pega bem, sabe? - Bem... - Suspirou. - Até mais, Milo. - Tchau, Kamus. - E riu triunfante. Aqueles dias antes do tal jantar de negócios passaram muito rápido, mais rápido que Milo gostaria. Conseguira o desfile. Afinal ficou sabendo que se tratava de um desfile em um programa de televisão de jovens estilistas, onde a cada semana teriam que desenhar um modelo de roupa e fazê-lo com as condições determinadas por Heidi, que na verdade era Heidi Klum, uma top model extremamente famosa e requisitada. Na semana para a qual fora chamado, o desafio seria de criar roupas masculinas, se baseando em músicas. Faltavam ainda duas semanas para a data quando deveria ir até os Estados Unidos participar do programa! Sim, viajaria para a América do Norte e participaria de um programa de televisão visto em quase todo o mundo. Os contatos que Kamus tinha eram assustadores, não é a toa que Shaka ascendeu rapidamente com o francês como agente. Seria algo simples, mas estaria sendo visto por um júri competente, uma modelo mundialmente conhecida e seria apresentado a estilistas que podiam vir a fazer sucesso um dia. Seria perfeito. "Vamos por partes!" - disse Milo a si mesmo, tentando controlar a empolgação que tomava conta de si. Por um milagre, não eram nem sete horas e ele já estava pronto esperando seu agente chegar. Não iria se atrasar, pois pretendia causar uma boa impressão aos que estariam lá para vê-lo. Podia ser que recebesse uma proposta bem melhor que a da Sanctuary, também. Não tardou muito a um carro de cor escura parar a frente do luxuoso prédio onde morava o modelo. De dentro do automóvel saiu Kamus, impecável. Vestia um terno de cor clara, um tom bege, acompanhado de camisa e gravata escuras. Os cabelos vermelhos contrastavam bem com a roupa que o jovem vestia. Já o loiro optou por um terno escuro e camisa branca, dispensando a gravata. Ambos ficaram belos a seu modo. Por um momento, o modelo questionou o porquê do outro ser um agente, já que com sua beleza seria um modelo de sucesso facilmente. Nem pode pensar nisso por muito tempo, já que logo chegaram ao restaurante onde seria o jantar. Seguindo o francês, dirigiu-se a mesa onde estavam sendo aguardados por Saga e Shura. Infelizmente, devido a uma viagem repentina, Kanon, o gêmeo de Saga e um dos donos da Agência Sanctuary, teve que se ausentar daquela importante reunião. Conforme iam passando a sua volta, Shura explicava sobre algumas pessoas ali presentes. - Aquela lá bem jovem, mas com muito silicone em lugares redondos, é a Saori. - Emitiu um som de desdém. - Faz um tempão que não consegue colocar um modelo bonito no mercado. Os cinco principais da empresa dela são três japoneses, um chinês e um russo. Nenhum deles faz muito sucesso... Bem, tirando as fãs adolescentes histéricas! - Então... Ela não é, em si, um problema? - Ficou maluco, hermano? - Exclamou Shura, com seu sotaque espanhol, que era muito engraçado aos ouvidos de Milo. - Praticamente, a peituda só tem essa firma de modelos como um passatempo já que ela nada em dinheiro! Devo admitir que a japonesinha tem uns contatos bons e só não investe mais nisso porque não quer! - Bagunçou o cabelo escuro e espetado com a mão e em seguida continuou. - Aquela perto da Saori, de cabelos claros, é a Hilda! A empresa dela tem realmente rapazes bonitos, mas a administração é péssima. - Por quê? A Hilda não é uma boa empresária? - Questionou o loiro. - Não! A mulher é muito burra! Dizem que ela tem doutorado, só que isso é besteira, hombre! Diploma não faz ninguém mais ou menos inteligente, em alguns casos. - Sorveu um pouco do vinho de sua taça. - Outra coisa que as más línguas comentam é que a empresa dela, "Asgard", vai de mal a pior porque um funcionário, Alberich se não me engano, passa a mão na metade da grana! - Shura, como você fala! - Riu Saga. - E só fala mal dos outros! - Estou acabando, Saguinha. - Mandou um beijinho, recebendo um "eca" do outro em resposta. - Só falta a bichona do Julian... Ah, ali está ele. Julian Solo... Bonito, não? Pena que a Sete Mares, sua agência, não vai muito bem... Ele tem alguns modelos bem conceituados, aliás, o Kanon já trabalhou com ele, ajudando na administração. Só que resolveu se unir com o hermano de sangue e trabalhar na Sanctuary... Isso não vem ao caso. - Rolou os olhos. - Como eu estava dizendo, ano passado o Juju se meteu num "senhor" escândalo! - É? O que foi que houve? - Realmente, Milo era curioso. - Fotografaram ele aos beijos com um de seus modelos em um hotel em... Humn, acho que em Guam... Uma ilha aleatória que pertence aos Estados Unidos... Enfim, isso acabou um pouco com a imagem dele, etc.... Agora ele tenta se reerguer, apostando em três novos modelos: Isaak, Io e Bian. Já que o Sorento, principal fonte de renda da Sete Mares, era quem estava com ele nesse lugar e teve sua imagem pública carbonizada... Fim da aula, Milo! - Obrigado, professor Shura! - Riu o modelo. - É muito divertido ouvir esse tipo de fofocas... Ainda mais se forem sobre os outros. - Correção, pequeno gafanhoto. - Brincou Saga, um tanto influenciado pelo vinho, talvez. - Fofocas só são legais se forem sobre os outros. Em seguida, Milo se levantou andando pelo local e falando com algumas pessoas. Porém, enquanto voltava pela mesa, as pessoas das quais falava com Shura apareceram a sua frente. Por um momento, se sentiu um tanto constrangido, mas, por sorte, Kamus e Saga apareceram a seu lado. - Então você é o novo modelo da Sanctuay... Nilo, certo? - Quem se pronunciou primeiro foi Julian. - Milo. Com "M". - Apresentou um sorriso, um tanto forçado. - Erro meu! Sinto muito! - Exclamou o outro, sorridente. - Por céus, não esperava alguém como você... - Como assim... Como eu? - Sorriu o modelo loiro, curioso. - Bem, eu achava que você fosse bonito. Só que, pelo o que posso ver agora, você não tem nada demais... - Completou o empresário. - Concordo, Julian. - Hilda fez uma expressão de piedade. - Kamus, meu querido, você jura que não tinha nada melhor? Esse loiro azedo aí parece que chupou limão... Ahn, o Shaka era mais bonito, até. Sabe, ruivo, você devia vir trabalhar comigo... Pago o dobro que o Saga. - Você tem certeza que sua empresa tem disponível tanto assim? - Debochou Saga, sarcástico. - Pelo que te conheço, senhor pão-duro, você não deve pagar a esse homem o que ele vale. - E empinou o nariz. - De fato... O senhor d'Eon... Aliás, posso chamar você de Kamus? - Sorriu Saori, interferindo. - Tem contatos e amigos pessoais invejáveis! - Fico honrado pelo convite, senhorita Hilda, porém não pretendo largar a Sanctuary... Por enquanto. Ficarei lá até quando me for permitido ficar. - Aproveitou a ocasião para alfinetar Saga. - Pode me chamar de Kamus sim, senhorita Saori. - Sorriu, tentando ser simpático. - Mas, Kamus, responda a pergunta que a Hilda fez um pouco antes... Você jura, realmente, que não tinha nada melhor? - Brincou Julian. - Pois é, Julian. Pois é. - Deu de ombros. - Nem sempre é dia de vacas gordas, às vezes é época de vacas magras... Bom, e às vezes só se consegue um cabritinho! - Brincou. - Com certeza! - Riu Julian, acompanhando por Saori, Hilda e, até mesmo, Saga. O único que não achou nenhuma graça foi o modelo loiro, que olhava para seu agente com profundo ódio. - Eu tenho serviçais, empregados e mordomos, mais belos que este aí. - Acrescentou a japonesa, com um sorriso muito desagradável que machucou o ego de Milo. - Todavia, já que possuo valiosos amigos e contatos, como a senhorita Saori mencionou, creio que posso tornar esse modelo nem tão bonito assim que o senhor e as senhoritas desprezam em um astro. - Respirou, sorrindo em seguida. - Estou com um pouco de sede, portanto... Se me dão licença? - E se afastou. Em seguida o grego voltou à mesa, onde ficou mais um tempo conversando com Shura. Logo, Kamus e Saga se uniram a eles. Foram fazer uma observação das pessoas do local e conseguiram alguns interessados num modelo com o tipo físico de Milo. Comemoraram com um brinde, sob os protestos do ruivo que não gostava muito de bebidas alcoólicas. Por fim, cedeu e comemorou junto com os amigos. Não importava quais e a quantidade de bebidas que pedissem, rapidamente eram consumidas por dois modelos mais alegres que o normal e um empresário que forçava seu agente mais competente a aceitar mais e mais. Não tardou ao francês ficar completamente tonto, se sentindo mal. Milo, que era muito resistente a bebidas alcoólicas, se comprometeu em levar o outro para casa. Como não sabia o endereço e nem Kamus parecia disposto a dizê-lo, levou seu agente a seu apartamento. E conseguiu, com algum esforço, deitá-lo na cama. - Céus, se tivesse avisado que era tão fraco para bebidas, teríamos maneirado. - Eu disse isso. Dezoito vezes, para ser exato, Milo. Todas essas vezes foram devidamente ignoradas por Saga, que teimava em me fazer engolir vodka a contragosto! - Reclamou o ruivo, com uma expressão de total desagrado. - Credo, você fica mais mal-humorado que o normal quando está bêbado. Vou tomar um banho. - E apontou a porta do banheiro. - E vou dormir na sala, não se preocupe! - Desculpe o incômodo, Milo... - E, praticamente, adormeceu. Pouco tempo depois Milo adentrou ao quarto. Descuidado como era, havia se esquecido de separar algumas roupas para vestir-se no banheiro, assim teve que buscar alguma roupa limpa no quarto. Acendeu a luz e andou lentamente até o armário, tentou evitar qualquer barulho para não despertar o francês, mas não adiantou, os olhos do ruivo se abriram lentamente e ele encarou o loiro de forma fixa. O silêncio tomou conta do quarto, o ruivo exibiu um sorriso doce, diferente de qualquer sorriso que Milo já tivesse recebido, pareceu deixar o grego sem defesas. - Vem aqui... Chamou o francês de forma doce, um tom de voz que contradizia aquela frieza habitual com a qual ele costumava tratar o jovem loiro, assim o grego nem pensou duas vezes antes de se aproximar. Sentou-se na cama e segurou a mão do empresário de forma suave, sentia os olhos do ruivo lhe analisarem de uma forma diferente e quando deu por si tinha seus lábios roubados por ele. Podia resistir, afastá-lo e exigir explicações do que ele estava querendo, mas preferiu deixar-se levar, pois a docilidade e o amor que ele lhe transmitia naquele simples beijo era algo que Milo jamais havia conhecido. Desse modo, o jovem grego foi rendendo-se totalmente, sentia as mãos de Kamus deslizarem pelo seu corpo e lhe arrancarem a toalha enquanto o mesmo o empurrava forçando-o a deitar-se na cama. - Kamus... O que está fazendo? A face do loiro enrubesceu ficando quase da dor dos cabelos do outro que, por sua vez, não lhe deu resposta, apenas o calou com um novo beijo enquanto as mãos procuravam pela parte mais delicada do corpo do modelo lhe causando arrepios suaves. Quando aquele beijo foi separado os lábios do francês encontraram um novo alvo, o membro do loiro que despertara facilmente com aqueles carinhos. Colocando-o na boca, Kamus sugou-o de forma doce, mas extremamente desejosa, como se há muito tempo desejasse fazer isso, este desejo foi tão bem transmitido à Milo que sentiu que logo chegaria a seu limite. Porém, o ruivo parou. - Kamus... - Murmurou, em suplica para que o outro continuasse. Mas esse tinha outra coisa em mente. A respiração do grego havia se tornado pesada, era difícil juntar as palavras para dizer tudo que lhe passava pela cabeça naquele momento, mas mais uma vez o ruivo não lhe deu oportunidade, se livrou das próprias roupas jogando-as ao chão e ajeitando-se sobre o corpo do loiro, em um movimento um pouco violento fez com que o outro entrasse em seu corpo. Milo gemeu longamente, a sensação era inicialmente estranha, mas seu corpo logo se acostumou em adentrar naquele lugar tão apertado. Lentamente, começou a se mover dentro do francês ouvindo gemidos dele em resposta, que apenas serviram como estímulo para que continuasse com os movimentos. Pouco a pouco aquele ritmo foi se intensificando mostrando todo o desejo entre eles, toda vez que conseguia, em meio aos sons de total deleite que emitia, o ruivo depositava um novo beijo no rosto do loiro demonstrando que para ele aquilo não representava somente prazer, também havia sentimento. - Ah Shaka... Eu te amo tanto... - Murmurou com lágrimas de felicidade nos olhos. O grego precisou refletir sobre as palavras que acabara de ouvir... Embora se sentisse com certa raiva de Kamus por tê-lo chamado por outro nome, tinha de admitir que não era ruim estar sobre aquela cama com o ruivo, até mesmo poderia se aproveitar disso mais tarde. Assim sendo, Milo preferiu apenas continuar daquele jeito, somente aproveitando aquela noite na companhia do francês que durou o suficiente para que os dois ficassem exaustos e caíssem em sono profundo. Alguns raios de sol tocaram o rosto de Kamus, um pouco marcado devido às más posições em que dormira. Abriu os olhos lentamente, com uma dor de cabeça fortíssima garças à ressaca. Olhou em volta, procurando os chinelos, quando percebeu que aquele não era o seu apartamento, tampouco a sua cama. Virou o rosto para o lado, um pouco receoso, quando viu o pior: - ...Milo? Capítulo 4 - Fim. Continua...
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Posted: Sun Nov 25, 2007 10:32 am
Passarela Capítulo 5 – A Chantagem Milo acordou assustado. Tanto pelos gritos quanto por uma movimentação repentina na cama. Mal teve tempo de processar o que aconteceu e teve seu pescoço envolto por mãos que o apertavam. Tentou se desvencilhar delas, empurrando quem o atacou. Assim, deparou-se com Kamus, com uma expressão desfigurada pela raiva. - O quê você me fez fazer?! Seu desgraçado, traiçoeiro... – E uma série de palavras nada bonitas ou agradáveis foi berrada pelo francês. - Eu não fiz nada! Aliás, foi você quem fez a maior parte... – Riu. - Você se aproveitou da minha embriagues, seu cretino presunçoso! Tenho certeza disso! - Ora, ora... Se você tem certeza, por que pergunta? - Maldito! – O ruivo tenta socar o outro, que desvia com destreza. - Se me machucar, você vai ser demitido... Kam. - Não antes de ver você morto! Se aproveitar dos outros! Você me dá nojo! - Você não achou isso ontem a noite... – Não pôde completar sua frase, já que recebeu o impacto da mão de Kamus em seu rosto. - O que você acha que conseguiu fazendo isso?! Nada! - Bem, eu consegui pelo menos te satisfazer. Você gritava “Shaka” de um modo mais luxurioso que uma atriz de filmes pornô... – Fez uma pausa, sorrindo. – Vem cá, o Shaka é seu amante? - Não ouse tocar no nome dele! – Respirou fundo, ofegando. – Você não chega nem aos pés dele! Seu lixo! - Ah, é? – Respondeu com indiferença. - Você acha que é um deus, mas não é nem ao menos bonito! - Jura? Então, por que me confundiu com seu namoradinho? - Maldito... – A expressão do francês mudou um pouco, analisando a situação. Mas, em seguida, tentou bater no outro que se defendeu. – Não vou mais gastar meu verbo com tipos como você. Dê um jeito nesse seu ferimento até a sessão de fotos amanhã. – Levantou, vestindo-se rapidamente e andando e direção a porta. - Nos vemos na empresa, adeus. - Mas espere, e... – Mas foi ignorado. – Kamus! - O que foi? – O outro berrou, estando já na metade da sala de estar do apartamento de Milo. - Essa foi minha primeira vez com um homem... Vem cá, é bom assim mesmo ou você que tem esse sabor especial? – O sorriso malicioso era claro no rosto do loiro. Kamus corou, tanto de raiva quanto de vergonha, e arremessou um vaso, que estava na mesa a seu lado, contra o grego. Em seguida, saiu furioso, sem olhar para trás, em passos apressados. Já o grego deitou-se na cama e suspirou. Havia sido ótimo e não negaria isso. Na verdade, gostara tanto de possuir o outro que chegava a questionar se conseguiria fazer isso uma segunda vez. Lamentou o fato de Shaka já existir e possuir o coração do francês. Todavia, finalmente, uma idéia passou por sua mente. Conseguiria fazer com que o ruivo se entregasse a ele novamente. Havia uma chance alta de isso acontecer. Enquanto Milo arquitetava planos em sua cama, Kamus adentrou em seu carro, que o outro usara para trazê-los até o apartamento, e deu a partida, desejando que esse dia nunca tivesse ocorrido. Não tardou muito e chegou em seu apartamento. A primeira coisa que fez foi tomar um banho, para livrar-se do aroma intoxicante do grego que havia ficado impregnado em seu corpo. Após isso, pegou o telefone e discou aquele número tão habitual. - Pois não? – A voz do outro lado da linha disse, suavemente. - Shaka! - Oh, Kamus...! – Disse o outro, com um tom bastante feliz. – Tudo bom? - Shaka... Eu preciso te falar uma coisa... - Diga. Sou todo ouvidos. Kamus explicou a situação, já que não conseguiria esconder nada de seu amado. Este, por sua vez, ouviu tudo antes de começar a falar. E, para a surpresa do ruivo, o loiro o perdoou: - Tudo bem, Kamus. – Respirou fundo. – Você ainda me ama? - Mais do que tudo... – Exclamou depressa. - Então está tudo bem... Já que você me ama, e eu tenho o mesmo sentimento por você, creio que podemos, simplesmente, esquecer isso... Certo? - Obrigado, Shaka... – E fez uma pausa. – Aliás, quase esqueço de falar que irei para os Estados Unidos! - Sério? – A empolgação do tom de voz do outro era muita. – Quando? Como? - Por partes... Eu consegui para meu modelo um desfile em Nova Iorque. Portanto, partiremos na próxima segunda feira e ficaremos até sábado. – Suspirou. – Espero que o grande pianista Rutherford tenha tempo para nos ver... - Quando eu nunca tive tempo para você? – Esganiçou a voz. – Ficarei feliz em mostrar a você a Grande Maçã! - Não vou incomodar mais... Telefono para você amanhã. E se despediram. Para a infelicidade de Kamus, a segunda-feira chegou rápido e logo teve que se dirigir a Agência Sanctuary e, conseqüentemente, ver o modelo loiro que estava mais sorridente do que nunca. Explicou a Afrodite, Mu, Marin e Shina como Milo devia ser arrumado e, enquanto os profissionais tratavam de preparar o modelo, conversava com Aiolos sobre as fotos. Dessa vez, o tema seria “paraíso tropical” e o cenário, montado pela equipe, possuía alguns coqueiros, que até pareciam reais, areia, conchas e, até mesmo, um oceano pintado em um painel. A iluminação estava ajustada para parecer um forte sol e Aldebaram trazia uma caixa cheia de flores coloridas e comuns em países entre os trópicos. O grego logo apareceu já pronto para as fotos. Estava usando um calção com algumas estampas coloridas e chinelos simples. Graças a um spray que os maquiadores aplicaram, a pele do modelo parecia mais morena do que já era, lhe dando um toque de quem realmente está na praia. Algumas pessoas que estavam lá, da revista que havia solicitado essas fotos, ficaram impressionadas com a beleza de Milo, que fazia poses insinuantes e belas para Aiolos, que as capturava com destreza em sua câmera. Encerrada a sessão, com enorme satisfação dos clientes, o loiro aproximou-se de Kamus: - Kamus, preciso falar com você. – Disse dengoso, porém com um sorriso sarcástico. - Precisa? – Ergueu a sobrancelha. - Quer que eu grite aqui, para quem quiser, ou não, ouvir o que nós fizemos depois do jantar? – Riu. - Apareça na minha sala depois que se arrumar. – Suspirou, derrotado. - Entendido, Kam. – E se afastou. Logo, na sala do francês, os dois se sentaram e se encaravam. Por fim, o modelo tomou a iniciativa, sorrindo. - Bem, Kamus. Tenho certeza que não vai ficar bonito nem para a minha imagem, nem para a sua e nem para a da agência se por acaso alguém abrir a boca e disser o que houve no sábado, certo? - De fato. - Se eu me envolver num escândalo assim, não será um grande problema, sabe? Posso trabalhar na empresa de meu pai e nadar em dinheiro assim mesmo. – Abriu mais o sorriso. – Porém, para a Sanctuary e para você não será tão fácil. E também: no meio do escândalo, sei lá, alguém pode deixar escapar que você não era apenas agente do Shaka, não é? E então... Será que a fama de nosso pianista querido vai ser a mesma? - Você está tentando me chantagear, Milo? - Não, Kamus. Eu não estou apenas tentando como estou chantageando você, meu caro. – Riu. – Eu fico de boca calada se você fizer uma coisa para mim sempre que eu solicitar. - O que seria? – Apesar de já saber o que podia ser, arriscou perguntar. - Oras... Eu quero fazer sexo com você. – Ao ver a expressão do outro. – Por que o pânico? Será que o meu silêncio não vale isso. - Por que você quer...? - Por quê? Sei lá... Talvez eu tenha me apaixonado por você, quem sabe... – Levantou-se e dirigiu-se a porta. – Meu amor é minha vingança contra você. Afinal, ainda não esqueci seus desaforos naquela entrevista, sabe? – Abriu a porta e, antes de sair, virou-se para encarar o ruivo. – Passe em meu apartamento hoje depois que sair do trabalho, certo? Kamus teve vontade de arrancar os cabelos e gritar até ficar sem ar nos pulmões. Porém teve que se conter. Analisou a situação e decidiu entrar no jogo do loiro pelo menos por enquanto. Depois de organizar alguns documentos em sua mesa e ver se não tinha esquecido de fazer nada, dirigiu-se até a garagem, onde entrou em seu quarto e deu a partida. Dirigiu-se até o belo prédio onde morava o modelo. Após tomar o elevador, tocou a campainha do apartamento do loiro e logo foi recepcionado por quem desejava que explodisse. Milo estava com os cabelos molhados, muito provavelmente havia acabado de sair do banho, e vestindo apenas calças deixando seu tórax bem trabalhado a mostra. Assim que entrou no apartamento, o ruivo foi prensado contra a porta pelo outro, que o beijava com certa violência. Nem tentou se debater, ficou parado esperando o outro terminar o que queria fazer com seu corpo. Capítulo 5 - Fim. Continua...
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Posted: Sat Dec 08, 2007 9:38 pm
Título: O Presente Estilo: Redação Gênero: Romance (yaoi lemon), comédia. Tipo: Oneshot. Censura: 18+. Disclaimer: D.Gray-Man não me pertence, caso contrário a Rinali já teria morrido e o LavixKanda seria o tema principal. Mas a vida não é justa, né? Bem, essa fic pertence a NattyCdb. Espero que ela perdoe a demora e goste. <3 O Presente A situação que está ocorrendo agora é insana. Aliás, insana é pouco. Bizarra, esquisita, maluca, sem sentido... Enfim, deu para entender que isso, definitivamente, não é normal? Melhor eu começar do começo, para você entender o porquê disso tudo ser uma aberração. Eu, Lavi, sou o futuro Bookman, o que em si já é impressionante, e atualmente ajudo a ordem dos exorcistas. Apesar do meu mestre, aquele panda desgraçado, sempre dizer "só estamos aqui porque podemos fazer mais registros históricos. Não somos aliados de ninguém, não tomamos lado nessa guerra", eu simplesmente não consigo aceitar. Além de ter feito amigos aqui, como o Allen ou a Rinali, eu ainda cometi o erro de me apaixonar. "Lavi! A sua vida é pela a história, não pode se distrair..." e blábláblá... Abobrinhas do tipo. Eu sei disso! Mas não escolhi me apaixonar. Se pudesse escolher, teria escolhido a Rinali ou, até mesmo, a Miranda, mas não. Escolhi alguém arrogante, grosseiro, estressado, impaciente, preguiçoso... Só que, no meio desse milhão de defeitos, simplesmente meu coração bate mais forte por essa pessoa. Quem? Credo, como sou distraído, achei que tinha dito o nome. Bem, é pelo Yuu. Só o fato de eu ser o único que tem coragem de chamá-lo de Yuu, já fico feliz. Ele - isso mesmo: ele! - odeia intimidades e coisas assim, mas, já que devo ter nascido com uns vinte parafusos a menos, o abraço e chamo pelo primeiro nome, muitas vezes acrescido de "-chan". Sempre me ameaça de morte, mas nunca chega a atacar - pelo menos, não a sério. Isso fez uma fagulha de esperanças arder em meu peito. O velho e bom "será que ele me ama também e está com os mesmos conflitos"? Só que não quero me perder nesse monólogo. Ok, eu amo o Yuu, tenho esperanças que ele retribua o sentimento - apesar de ser muito improvável - e estou numa situação bizarra, mais do que amar outro homem. Komui me chamou as pressas. Fiquei assustado e senti meu estômago praticar ginástica artística quando soube que o assunto era sobre o Yuu. Adentrei na sala do comandante, sem cerimônia alguma, e gritei alguma coisa. River riu e disse que estava tudo bem: Yuu estava apenas inconsciente e o Komui consertava a Mugen. Porém, quando fitei aquele que eu amava dormindo no sofá, fiquei sem fala. Não sabia se ria ou chorava. Ele estava de vestido! E o pior: não era um vestido qualquer. Era um vestido de empregada! Daqueles cheios de babados e frufrus. Olhei para River com uma cara de "what the ********" e ele disse, dando de ombros, que Yuu fora encontrado assim e que era para mim levá-lo a seu quarto. Ok, aí morava o perigo... Número 1: o quarto do Yuu era um mistério, ninguém era autorizado a entrar ali além dele próprio. Nem o pessoal da limpeza podia. Número 2: se eu o levasse a meu quarto, seria morto quando ele acordasse e visse seu vestido e o ambiente em volta, pensando que eu tinha armado para ele. Bem, o número 2, ainda assim, era a menos arriscada. Foi o que fiz e é nessa situação que me encontro: Yuu adormecido na cama com o vestido de empregada - não esqueça o vestido: pode ser um sexy appeal - e eu admirando-o estático. Na verdade, se eu me contentasse em admirá-lo, seria ótimo. Mas não, isso não me satisfaz. Preciso provar dos lábios rubros. Por isso, aconchego meus próprios lábios na face de meu Belo Adormecido - e isso soa gay e brega pacas. Ele se movimenta incomodado por aquele toque que perturba seu sono, por isso deslizo os lábios, aplicando curtos beijos, pela sua face até tocar a boca de Yuu. Ele abriu os olhos. Cara, posso sentir o olhar confuso e raivoso que está me fitando. O pior: sei o que vai vir depois disso, um tapa bem na minha orelha... Oh, god. Acertei. Só que... Eu consegui segurar o braço de Yuu! Bem, depois de anos levando porrada, finalmente consegui. Ou melhor, sabem aquele troço? Em situações importantes, você descobre força e resistência impressionantes. No meu caso, consegui um reflexo rápido e uma força suficiente para deter o golpe e ainda imobilizá-lo. Uma dor aguda... Yuu mordeu meu lábio! Ok, é melhor eu me afastar um pouco. - Lavi! - Gah, esse grito quase estourou meus tímpanos. - O que você está... Por que eu estou em seu quarto e... que roupa é essa? - É, eu sei. Você deve estar tentando encaixar as pecinhas desse quebra-cabeça. Mas eu, infelizmente, não estou com saco para esperar sua confusão passar. Sempre soube que um presentinho que o Allen me deu, mais para me zoar, seria útil: algemas! Com a mão que está livre, busco-as na gaveta do criado-mudo. Aproveito a confusão de Yuu, no momento e... Pimba! Tcharãããns! Ele está algemado na cabeceira da cama. E eu muito animado com a visão a minha frente - e parcialmente abaixo de mim, visto que estou praticamente deitado por cima dele. - Lavi... eu vou te transformar em guisado quando me livrar dessa... - Ah, Yuu-chan! Doce como sempre. - Eu diria "se" você se livrar dessa. - Sorri. Cara, depois dessa até tive que limpar o veneno do canto da boca. - Na verdade, eu acho que você até estava gostando do beijo. Bem, pelo menos a sua língua estava, e ela é parte de você, então... - Solte essas algemas! Agora! - Nho...! Você fica tão fofo corado, Yuu. Apesar de raramente ser possível juntar "fofo" e "Yuu" numa frase. - Bem que eu gostaria, sabe? Mas... O Allen não me deu as chaves, engraçado, não? - Lavi... - Tá, mentira. Não sei onde as coloquei. Mas eu tenho as chaves... Em algum lugar. - Está esperando um convite para procurá-las? - Os olhos brilharam de ódio. - Tem coisas mais interessantes para eu fazer, sabe? - Ri. Eu devia ganhar o Oscar: melhor vilão de filme pornô. - Não se atreva... - Súplica! Ahh... Se o Timcampy estivesse aqui, eu gravava esse momento para sempre. Yuu suplicando é algo adorável... Mas tenho certeza que ele se perdendo em meio ao prazer é bem mais interessante. - Yuu, sinto muito, mas não é algo que você possa pedir. Mesmo que me odeie... - Engoli em seco. Não quero que ele me odeie! - Vou continuar com isso. Eu adoro esses vestidos pomposos, porque são cheios de botões. Sou uma pessoa, relativamente, paciente. Portanto, desabotoei primeiro cinco botões e comecei a brincar com minha língua e lábios na região descoberta. Apesar de o Yuu estar me dizendo para parar, parece que ele está gostando. Bem... Mais cinco botões! E mais cinco! E mais cinco! Agora, todo o tórax dele está descoberto. It's show time, folks! Hohoho... Que ódio. Se eu soubesse que tudo isso iria acontecer, teria pedido o Timcampy emprestado pro Allen. Os gemidos que Yuu tenta a todo custo abafar - coitado, ele acha que me engana... já aprendi a ler aquele rostinho frio e arrogante, sei que ele está se deleitando com a situação - são adoráveis... Ah, que raiva de mim mesmo. Sinto-me um monstro por estar abusando de Yuu, por mais que tenha certeza de que ele está gostando. Sei lá, apesar de ouvir gemidos em resposta a cada lambida que aplico nos mamilos dele, sinto como... sei lá... São só hormônios, saca? Que nem dizem: uma criatura pode ser estuprada e sentir prazer, também, por causa dos hormônios e etc., mesmo que seja contra a vontade. Bem... agora que comecei, vou até o fim. Até porque tem "algo" levantando a linda saia de Yuu e se mostrando rígido contra a minha coxa. - Ah, bem que você gosta. - Eu não resisto: tenho que zoar. - Reações involuntárias. - Você ainda insiste nisso! - No meu caso, não são reações involuntárias. - Yuu apenas ergueu a sobrancelha, esperando uma explicação. - Isso mesmo, Yuu-chan: eu gosto... aliás, gostar é pouco. Eu amo você. - Oh! Que expressão de surpresa, heim, Yuu! Enquanto você tenta articular alguma resposta, resolvo ocupar minha boca com coisas melhores do que com palavras. - O que você pensa que... Você ficou sem fala antes de suas palavras se tornarem uma ameaça, seus lábios se mantiveram entreabertos, mas você não podia mais falar, apenas deixou um gemido longo escapar. Não importa o quanto você seja orgulhoso, o orgulho não vai impedi-lo de gemer ou de reagir aos meus carinhos... se é que pode-se chamar assim. Som de metal. Você ainda resiste? Puxar as algemas não é uma solução, você vai apenas se machucar se continuar tentando. Deveria fazer como seu corpo: renda-se. Intensifico meu ritmo na esperança de que logo a sensação de prazer e a urgência façam com que você não possa mais raciocinar, vai querer apenas sentir. Ou, pelo menos, espero que consiga te fazer chegar a um estado assim. Não deixava de encarar seu rosto enquanto intensifico meu ritmo. Yuu fica extremamente fofo com a face corada mordendo os lábios tentando resistir a mim. Como eu já disse, ou melhor, pensei: desista, renda-se! Seu corpo denuncia seu desejo, aliás, deve estar quase em seu limite. Bem, é aqui que eu paro...! Sinto vontade de rir - gargalhar, mais propriamente dito - com a expressão confusa e decepcionada que você dirige a mim. Para quem não estava gostando, bem que queria que eu continuasse. Mas não. Quero me divertir também. - Você vai parar, Lavi? - Yuu, Yuu... Você nunca aprende. Tenta manter o orgulho do tamanho do universo multiplicado por nove, apesar de já ter se rendido. - Com isso? - Sorri maliciosamente. - Quer que eu pare, Yuu-chan? - Humn... - Mordeu o lábio e franziu o cenho. - Sim. - Certo. - Levanto da cama e vou até a porta. - Então, vou ir comer alguma coisa, dar uma voltinha e cantar a Miranda, beleza? Durma bem! - Lavi! - Siiiim? - Hohoho... Eu adoro fazer esse tipo de coisa com o Yuu. - Você vai me deixar aqui nesse estado? - Que estado? Descreva para mim, por favor. - Credo, eu que devia ser discípulo do Cross! Estou pegando o sadismo dele. - Algemado na cama, vestido de empregada e... você sabe! - Berrou. Vixe, Yuu! Grita um pouquinho mais alto, aí todo o quartel general fica sabendo. - E o que eu posso fazer por você? - Vi que ele ia abrir a boca e me antecipei. - Nah! Não vou pegar a chave. Nem sei onde ela está... - Acabe o que começou. - Como? - Tá, talvez eu deva parar de sacanagem. Mas é tão divertido! - Acabe logo com isso, droga. - A seu comando, Yuu-chan. Aliás, você podia tentar dizer que me ama... - Sentei na cama. - ...Mais heim? - De que modo você iria responder a isso... - E introduzi a mão por debaixo da saia do vestido, deslizando-a pela pele macia dele. Ah, cara. A pele branquinha e sedosa do Yuu deixa no chinelo a pele dessas moças "puras e inocentes" que dá pra ver por aí. - ...se não amasse? - Instinto. - Ah é? Quer dizer que se fosse, sei lá, o Bookman Panda aqui, você iria gemer como estava gemendo antes? - Alarguei o sorriso. - Não. - Você me ama? - Lavi, por favor. - Tá, eu estava querendo demais. Até fico com pena do Yuu. Ele, tão arrogante e frio, é fraco sobre pressão. - Então, não me morda. - E o beijei. Para minha surpresa, Yuu corresponde o beijo com a mesma volúpia que aplico. Nossas línguas estão travando uma guerra por espaço. Credo, eu não sabia que o senhor frieza aqui beijava tão bem... Aliás, será que ele já tinha beijado antes? Humn, sempre foi discreto sobre o assunto. Mas... Ah, não é momento de pensar. É momento de agir. Continuo a provar de seus lábios quando começo a prepará-lo. Assim que sentiu a invasão de meu dedo, gemeu e rompeu o beijo. Porém, não reclamou e em seguida o retomamos, enquanto eu tentava deixar Yuu mais a vontade. Bem, meu limite chegou. Levanto a saia cheia de rendas e sorrio. - Se doer, me desculpa. E começo a invadi-lo, arrancando exclamações doloridas por parte de Yuu. Espero que ele se acostume com a dor para entrar totalmente dentro dele. Agora... Começamos uma dança sincronizada. Nossos dois corpos movem-se como se fossem um. Yuu não consegue falar nada e eu mal consigo continuar pensando... Um branco. Chegou o momento. Quase juntos. Caio exausto ao dele que me olha como se implorasse. Deslizo o braço para o criado-mudo, pego a chave e solto as algemas. Pensei que ele ia pular no meu pescoço e me estrangular. Só que... Nem sempre as coisas são como se imagina, né? Yuu deslizou seu braço sobre mim, murmurou um "boa noite" quase inaudível e dormiu novamente. A contragosto, começo a despi-lo e limpá-lo, encontrando um cartãozinho dentro do bolso do vestido "Faça bom uso, seu amigo K.". Ah, Komui! Fiz muuuito bom uso. Obrigado pelo presente. Bem, me atiro na cama, aninho novamente Yuu em meus braços e me preparo para ser embalado por Morpheus. Fim.
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Posted: Sat Dec 22, 2007 10:27 pm
Passarela Capítulo 6 – A Viagem Kamus acordou bastante dolorido, já que dormira no sofá com o loiro sobre si. Desvencilhou-se do modelo e levantou-se, procurando suas roupas, que foram arrancadas e arremessadas pelo outro na noite anterior. Depois de vestir-se, tentou ajeitar o cabelo com a mão e calçou os sapatos. Olhou uma última vez para Milo, que dormia com um sorriso de satisfação no rosto, e permitiu a si mesmo deixar escapar uma lágrima. A secou, passando os dedos sobre a face, e saiu do apartamento, fechando a porta em seguida. Desceu as escadas apressado e foi direto para a agência Sanctuary. - Bom dia, Kam! – Sorriu Mu, se aproximando. – Por um milagre, hoje cheguei mais cedo que você! - De fato, Mu... – Respondeu com um sorriso fraco. - Tudo bem? – O loiro franziu o cenho. – Você está meio down hoje, sabe? - Estou bem. – Sorriu, pensando em uma desculpa. – É que, sabe... Saudades do meu loiro. - O seu loiro que não sou eu nem o Milo, né? – Brincou. – Força, afinal você vai vê-lo em breve. Quando você e a lombriga cacheada forem para os States. - Quem é lombriga cacheada?! – Afrodite, que estava passando ali por perto ouvira parte da conversa. - Não você, Dite. Ouuutra lombriga! – Riu Mu. - Lombriga é a senhora sua mãe, carneirinho! – E mostrou a língua. – Mas conta, que é essa lombriga? - Milo, quem mais? – Rolou os olhos. - Oh, o modelo metido ta incomodando o Kamkam? – Tentou apertar as bochechas de Kamus, que se afastou. - Tenho que trabalhar. Comportem-se! – Riu o ruivo, se aproximando do elevador. - So long, Kam! – Acenou Mu, mudando de idéia e gritando em seguida. – ‘pera aí, francês! Quero falar com você. – Correu para alcançar o outro, adentrando no elevador junto. - O que você quer, Mu? – Perguntou o ruivo. - Na sua sala a gente conversa. – Riu. – É... top secret... - Você viciou em inglês, não é? – Rolou os olhos. - Ué, esqueci de dizer? – Sorriu e bateu palmas, animado. – Eu vou pros States com você e com a Barbie Malibu! – Fez um sinal de “o.k.” com os dedos, um tanto exagerado. - Nossa, que empolgação... Parabéns. E... Você também é loiro, Barbie cover. – E deu um tapinha no ombro do amigo. Quando, finalmente, o elevador chegou ao andar onde Kamus trabalhava, puderam ir até a sala do agente para conversar. Adentraram no aposento rindo de uma ou duas bobagens que conversavam. Kamus deixou sua pasta sobre a mesa – muito bem organizada, diga-se de passagem – e voltou a fitar o amigo. - Sério, Mu. O que foi? – Suspirou. - Bem... Não me mate se eu não estiver certo e for apenas coisa da minha cabeça... – Tentava, sem sucesso, afastar uma mecha de cabelo que caía sobre seus olhos. – Maaas... O Milo fez algo com você, não? - Hã? Como você...? - Kam... Meu caro Kam... Nós somos amigos há anos, não? É natural que eu saiba das coisas sem que você me diga... – Respirou fundo, sorrindo em seguida. – Não, mentira. Eu tava ouvindo, por trás da porta, as chantagens da lombriga cacheada. Tá, eu sei: espionar é feio e blábláblá. Mas o assunto tava tão interessante que eu fiquei ouvindo. – Voltou a ficar sério. – Mas diz aí, você foi mesmo pra cama com ele? - Eu queria acreditar que era um pesadelo, mas... Pior que isso aconteceu, Mu. - E o Sha? Já sabe? – Se aproximou do ruivo. - Falei para ele, sabe que eu não consigo guardar segredos por muito tempo, como você acabou de provar. – Sorriu. - Isso, me chama de metido quando eu estou querendo ajudar! – Fingiu indignação. – E... O que o nosso músico disse? - Que ele me perdoava... – Suspirou. - O quêêê? O Shaka? Surtado e ciumento? Perdoando na maior? – Fez uma careta. – Olha, manda o seu modelo dormir de olhos abertos, porque o virginiano lá ta aprontando alguma. - Você acha? – Perguntou Kamus. - Não. – Fez uma pausa, gritando em seguida. – Tenho certeza! Agora vai trabalhar vagabundo, antes que eu faça o relatório! – Fingiu brabeza. – Agora, será que tem alguma chance de nós darmos uma passada na Disney quando formos para os States? – Ao perceber o olhar de desaprovação do francês, corrigiu-se. – Tá, eu nem queria mesmo! Adeus, amigo! Sentirei saudadeees... – E saiu da sala, fechando a porta atrás de si. Após o tibetano sair, o ruivo riu um pouco. Era incrível como o amigo sempre sabia como animá-lo, mesmo falando de coisas sérias em tom de brincadeira. O tempo passou muito rápido e logo os funcionários da Sanctuary já estavam no avião, em destino a Nova Iorque. Milo parecia impaciente: aquilo certamente não era a primeira classe, era? Parecia a quinta classe, em sua opinião. Onde estavam as massagistas? Aquele frango era feito por um grande chef? Enquanto isso, ao seu lado, Kamus tentava se concentrar em uma revista, obviamente ignorando as reclamações tolas de seu modelo, e, nem tão discretamente assim, tentando não olhar para o rosto dele. Dali a pouco tempo estaria com Shaka, pensou. Logo aquela história acabaria por completo, esperava. - Kam! Está me ouvindo? – O ruivo saiu de seus pensamentos pelo grito do loiro, que quase estourou os seus tímpanos e acordou metade do avião. Olhou pela janela, tentando ignorar o grego. Imaginou o modelo berrando enquanto caía daquela altura no mar e era comido por tubarões. Doce esperança. Milo não o deixou em paz. – KAMUS! – Berrou, exasperado. Pelo visto, ignorar não era uma opção. - Já lhe expliquei, senhor Archiakos. – Disse, friamente. Havia passado a chamar o modelo formalmente, para irritá-lo, e para não lembrar do que aconteceu no apartamento dele. – A classe alta com que o senhor está acostumado claramente não existe, a não ser que você seja a rainha da Inglaterra. – Continuou, com desdém. Milo parecia querer falar alguma coisa quando foi interrompido por um segundo loiro, Mu. - Hmm... Será que eu poderia ter um guardanapo e uma tigela de lavanda, por favor? – Ele disse, em um tom brincalhão que irritou profundamente o modelo. - Oh, olá Mu! – Kamus disse, aliviado. O amigo viera na hora certa. - Vim pra tirar o escorpião aqui de perto de você! – Sutil como um elefante manco. - Como disse? – Milo se pronunciou. - Bem que o Dite falou que você era surdo. Vem, vamos passear pelo avião! – O agente pôde ver um certo brilho maligno nos olhos de Mu, que em seguida arrastou o modelo pra longe dali. Era uma grande sorte o tibetano ter vindo. Kamus passou, então, a olhar pela janela. Podia sentir que Shaka estava se aproximando. Não estava perto, é claro, eles continuavam sobrevoando o mar, mas estava se aproximando. As madeixas loiras de seu amado logo tocariam os seus ombros, seus lábios logo estariam grudados um no outro. Encontraria seu amor novamente... Apesar de tudo, o ruivo estava um pouco receoso. Tinha medo de encarar seu amado, depois do ato ultrajante no apartamento de Milo. Mesmo Shaka tendo o perdoado, receava que ele fosse agir diferente, mesmo que conhecesse o loiro melhor do que ninguém. "Shaka..." – murmurou melancólico. Por sorte, algo, que o tirou de seus pensamentos, aconteceu. Um grito, vindo mais dos fundos do avião. O francês reconheceu a voz de seu modelo, por isso correu até lá o mais rápido que pôde. Não por preocupação, é óbvio, mas caso se Milo se machucasse era au revoir desfile... E emprego. - O que aconteceu? - Perguntou, alarmado quando chegou onde seu modelo e o estilista estavam. Milo estava caído no chão, com uma expressão estranha em seu rosto, e ao seu lado estava Mu, com um largo sorriso. - Ah, Kam! Não aconteceu nada, a Barbie Malibu só sofreu um pequeno... Accident! - Kamus soltou o olhar mais reprovador que pôde, embora por dentro esperasse que o grego tivesse sofrido um traumatismo craniano. Infelizmente para ele, minutos depois o loiro acordou. - Mu! Seu... Seu... Lunático! - É claro que a primeira coisa que tinha que sair da boca do infeliz era uma ofensa, pensou o ruivo, revirando os olhos. O tibetano continuava rindo, e o agente perguntou o que aconteceu. - Ele tentou me jogar pela janela! - Milo gritou, tentando socar Mu, que continuava rindo. - Ora, isso não é possível! As janelas são seladas contra a pressão, pra abri-las eu teria que ser Hércules! - E riu da própria piada. O outro loiro o fitou, zangado, e voltou para o seu lugar. Kamus fez o mesmo, mas não antes de trocar uma palavrinha com o amigo: - Dá próxima vez, afogue ele em uma privada. - E duas horas muito estressantes mais tarde, estavam nos Estados Unidos da América. Desembarcaram no aeroporto de Nova Iorque. Lá estava uma mulher que trabalhava na organização do programa para no qual iriam ir. Seria dali a dois dias o primeiro dia de filmagem, mas ela havia sido mandada para dar algumas orientações. Ficaram num hotel bem perto do local onde seriam as filmagens, para não correrem o risco de se perderem. Para a felicidade de Kamus, cada um ficou com um quarto. Outro consolo que ficava repetindo mentalmente era que Shaka estava próximo e Saga bem longe, portanto Milo não tinha argumentos, pelo menos no momento, para chantageá-lo. Dormiu profundamente, a cabeça escondida em meio as cobertas quentinhas e o corpo aconchegado na cama macia. Acordou no dia seguinte bastante cedo, já que tinha medo de se atrasar devido ao fuso horário. Ajeitou alguns documentos e se dirigiu a empresa onde se encontraria com Heidi, a organizadora do programa. - Hello, welcome. Are you Kamus d’Eon? – Perguntou uma atendente do lugar. - Yes. – Sorriu, educamente. - Heidi will come here very soon. Can you wait, please?- Yes. Thank you.- I’ll show where you can wait, mister. Please, follow me. - E indicou a porta do elevador, adentraram juntos e a atendente apertou um botão. Sexto andar. Nesse corredor, em que chegaram, havia algumas portas e a última delas era a que ligava a sala de Heidi Klum, a organizadora do programa de televisão Project Runway, onde jovens estilistas passariam por provas determinadas pela modelo e os organizadores. Eram provas variadas, que iam desde fazer roupas com plantas até se basear em fotos ou palavras. Na semana que Milo iria desfilar o tema seria criar roupas masculinas baseadas em músicas. Seriam sorteados os modelos e as músicas para cada estilista. Não tardou muito e a modelo alemã chegou, sorridente. Cumprimentaram-se e resolveram tratar logo dos negócios. - Bem, Heidi. – Sorriu. – Meu modelo já está no hotel e eu já recebi detalhes do programa... Então, o que você queria me dizer? - Eu consegui convencer o Shaka a fazer seu último desfile em meu programa! – Kamus sentiu seu coração acelerar, quando ouviu essas palavras, mas apenas sorriu em resposta. – E... Queria pedir mais um favor. Além dos jurados convencionais, seria interessante ter mais alguns. Por isso eu pedi para Saga mandar o tão famoso estilista que trabalha com vocês. Seria muito interessante se você e ele julgassem! - Olha, o Mu tudo bem... Mas eu? - Claro! Você convive a muito com essa indústria de moda, sabe o que é belo e o que é feio. Seria ótimo se você participasse. – Falou, de um modo bastante empolgado. - Eu agradeço o convite. – Sorriu. – Aceito e tenho certeza que Mu também ficará feliz com isso. Veremos-nos amanhã? - Com certeza! Será amanhã o sorteio das músicas e dos modelos, também o tempo para os estilistas tirarem as medidas. Ah, também comprarão os tecidos. - Será ótimo. Foi um prazer. – E saiu da sala, ainda com o coração acelerado. – Shaka... – Murmurou, caminhando apressadamente. Capítulo 6 - Fim. Continua... - As frases em inglês podem conter erros. Aliás, a conversa da Heidi com o Kamus ia ser em inglês também, mas decidimos manter só as frases simples com a recepcionista.
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Posted: Sat Dec 22, 2007 10:29 pm
Passarela Capítulo 7 – O Desfile Milo estava ansioso. Recebeu instruções do que fazer e ficou aguardando na fila o chamado de Heidi. Enquanto isso, a ouvia conversar com os estilistas. - Bem, o desafio dessa semana será bastante interessante. Dessa vez, modelos serão sorteados só para esse desafio. Já que você que ganhou o desafio da semana passada, Lune, você será o único a escolher seu modelo. Mas após isso haverá o sorteio de mais uma coisa, na qual suas criações serão baseadas. Bem, mas essa parte é como Tim. – Fez uma pausa. – Modelos, podem entrar. Entraram os modelos, o que surpreendeu um pouco os estilistas, já que esperavam mulheres. O grego estava com o coração na boca, só que se controlava para não demonstrar. Quando percebeu um detalhe: havia onze estilistas, já que o programa já estava em andamento, mas só dez modelos. Parece que os outros presentes no local também notaram isso, portanto todos se viraram para Heidi, esperando uma explicação. - Calma. O décimo primeiro modelo é esse aqui. – E esticou o braço para o lado, fazendo um sinal para que alguém se aproximasse. Foi um rapaz, de um rosto que Milo conhecia que apareceu. O grego tinha uma péssima memória para a fisionomia das pessoas, portanto ficou somente observando o rapaz que se aproximava da alemã. Era loiro, com os cabelos lisos e longos. Olhos de um tom azul bem claro e pele tão lívida quanto porcelana. Sorria divinamente e se movia com graça. Todos a sua volta ficaram surpresos com a presença daquele modelo ali. Ele se posicionou ao lado de Heidi e sorriu cumprimentando a todos com uma mesura. - Como vocês notaram, esse é Shaka Rutherford. – Começou a alemã. – Apesar de ter largado a carreira de modelo para seguir a de pianista, ele abriu uma exceção e nos deu a graça de sua presença aqui. – Ela fez uma pausa. – E não, Lune. Você não pode escolhê-lo. Mas pode abrir mão de escolher algum dos modelos e tentar a sorte no sorteio...? - Como não tenho sorte, vai ser um “azareio”, Heidi. – Riu o rapaz. – Vou querer escolher um modelo. - Deixe-me apresentá-los... – E ela começou a dizer os nomes dos modelos desde Shaka, que estava a seu lado, até Milo, que era o último da fila. – Então, Lune, qual você escolhe? - Vou querer... O Io. – Sorriu, recebendo um agradecimento do rapaz de cabelos levemente rosados que estava sobre a passarela. Milo franziu a sobrancelha e começou a notar que alguns daqueles modelos a seu lado eram alguns dos que Shura lhe falara: da Sete Mares, agência de Julian Solo, Asgard, que pertencia a Hilda e a agência de Saori, cujo nome o grego não lembrava. Io era um dos modelos de Julian. Era realmente bonito. Tinha uma aparência jovial e cabelos coloridos de rosa. Os olhos também eram rosados e sorria bastante, transmitindo muita simpatia. - Certo. Então, o sorteio. – Heidi disse, alcançando uma caixa com papéis com os nomes dos modelos escritos para os estilistas. Logo todos já tinham pegado seu modelo pelo sorteio. Milo ficou como o modelo de um estilista de cabelos negros e levemente compridos, chamado Ayacos. Após esse sorteio, os estilistas se encaminharam para a sala onde confeccionariam as roupas e se encontraram com os modelos. Logo, Tim, outro organizador do programa, chegou e disse que teriam que se basear em uma música para fazer a vestimenta. Após o segundo sorteio, o da música, Milo e seu estilista conversaram um pouco e tiraram as medidas. A música que Ayacos ficara era I’m Blue, de uma banda chamada Eiffel 65. - “Eu tenho uma namorada e ela é tão azul”. – Riu Milo, ao ler a letra. - Blue pode significar triste, meu caro. – Completou Ayacos, sorrindo sarcasticamente. – Bem acho que farei a roupa assim... – E rabiscava em um pedaço de papel como faria a roupa que o modelo vestiria. – Creio que um azul acinzentado ficaria mais bonito... Nada de metálico ou algo muito vibrante. – E olhava para Milo, para ver se ficaria bem nele a roupa que planejava. Enquanto seu estilista se concentrava em escolher os tecidos que usaria, para dar textura, o grego observava atentamente Shaka. O ex-modelo conversava animadamente com sua estilista, uma garota que não parava de anotar coisas em várias folhas soltas. O loiro ria enquanto a garota se atrapalhava com suas anotações e medidas. Caminhando junto com Ayacos, que procurava seu bloco de desenhos e um manequim masculino livre, pelo lugar acabou ficando próximo do pianista e ouvindo o que ele e a garota discutiam. - Com essa música vai ser difícil, Shaka... – Ela roia as unhas devido ao nervosismo. – Colocaram Barbie Girl no meio de sacanagem, só pode... - Acalme-se. – Riu Shaka. – Além do cor-de-rosa, a Barbie tem bastante pompa e glamour. Você não precisa usar somente rosa choque e verde pistache para fazer uma roupa inspirada nessa boneca, aliás, essa música é mais uma crítica a ela. - Você tem razão! – Sorriu animada a garota, desenhando rapidamente um rascunho do modelo que planejava elaborar. – Devo confessar que eu adoro essa música, mas eu sei que é constrangedor para você... Sinto muito, Shaka. Eu devia ter me adiantado e não ter sido a última a pegar o papel... - Tudo bem, eu já disse. – Sorriu. – Eu não me importo. Aproveito para dizer que estou gostando do modelo que você está desenhando. - Mesmo? Ah, fico tão feliz com isso! – Exclamou a garota. - Acabo de perceber uma coisa... – Diz Shaka. - O quê? – A garota se movimentou rapidamente, parecendo assustada. - Você ainda não me disse seu nome. – Riu. - Sabia que tinha esquecido de alguma coisa! – Bateu com a mão na testa. – Seika. Milo estava irritado. Como que Shaka conseguia ser tão perfeito? Continuava um ótimo modelo, mesmo agora fazendo sucesso como pianista, tinha uma paciência enorme, era educado e possuía o coração de Kamus. A vontade do grego era jogá-lo de uma ponte, amarrado a uma bigorna bem grande, como nos desenhos animados. Estava considerando a idéia quando Ayacos deu um peteleco em sua testa, impaciente. - Vai ficar sonhando o dia todo? – Ele perguntou, ríspido. Tinha pedido a opinião de Milo nos últimos cinco minutos, mas o modelo apenas fitava Rutherford, seu olhar obviamente continha uma inveja nítida que não deixou de ser notada por Ayacos. – Você não está com inveja dele, está? – O estilista alfinetou, com um sorriso desdenhoso. O loiro negou com convicção, e o moreno continuou - Pois devia, ele é um grande modelo. – E continuou projetando a roupa. Milo queria se enfiar em um buraco, mas sabia que aquele desfile decidiria a sua carreira. Ele seria a estrela vencedora. Sim. Enquanto isso, Shaka tinha uma conversa entretida com Seika sobre a roupa que ela fizera. Perguntou-a, inclusive, por que ela não trabalhava na Sanctuary. - Ah... É que, bem, o bobão do meu irmão estragou qualquer chance de eu entrar lá. – Shaka ficou surpreso, em seguida lembrando-se de um notório funcionário da agência: - Ah, você é a irmã do Seiya? – Seika confirmou em seguida, perplexa. - Como você sabe? – Ela perguntou. - Ah, isso não importa. - preferiu não contar que Seiya era o quebra-galho da Sanctuary, após ter deixado a agência de Saori (foi uma espécie de tapa de luva de Saga: contratou um ex-modelo da japonesa e mostrou que ele só serviria como capacho na Sanctuary), e que as situações mais hilárias acontecia com ele por perto, especialmente se Afrodite estivesse presente. – Mas essa roupa ficou realmente bela, sabe – Continuou. –, eu posso falar com Saga e... Hm, citar os seus talentos casualmente. Seika ficou profundamente agradecida, curvando-se várias vezes e deixando todos os desenhos caírem no processo. Ela, Shaka concluiu, era uma boa pessoa, embora tivesse alguns traços de seu irmão. O loiro estava ajudando-a quando viu um rosto mais do que familiar conversando com Heidi Klum. Esse rosto sorriu de leve, sorriso esse que Shaka retribuiu com todo o prazer que pôde. Viu o rosto de seu amado perder o brilho quando este encarou Milo, que discutia com seu estilista a poucos metros dali. Aquele era o novo modelo do francês, então. - Hm... - Disse alguma coisa, Sr. Rutherford? – Perguntou Seika. - Não, nada. E pode me chamar de Shaka. – e continuou a juntar os rascunhos. E logo o dia acabou, já que fora bastante corrido devido aos planejamentos das roupas e compra do material. Os modelos deixaram seus estilistas, já que eram proibidos de ajudar, que começaram a confeccionar as roupas. No dia seguinte, foi a prova das roupas e os ajustes finais. Após estarem vestidos, os modelos rumaram ao salão, onde arrumariam o cabelo e fariam a maquiagem. Os estilistas, bastante agitados, davam instruções aos competentes maquiadores e cabeleireiros, que se ocupavam em embelezar ainda mais os rapazes. Por fim, já no local do desfile, a tão famosa passarela do programa, Heidi começou a introdução: - O mundo da moda é muito competitivo. Ou você está dentro ou está fora. – E fez uma pausa. – Vocês tiveram algum tempo para confeccionar uma criação. Dessa vez o desafio era uma roupa masculina baseada em uma música. Durante algumas horas tiveram até mesmo o auxílio dos modelos. Vamos ver como ficaram. – E sorriu. – Mas antes, vou apresentar os jurados. A alemã se virou para apresentar as quatro pessoas que estavam sentadas em cadeiras posicionadas do lado direito da passarela, ao oposto dos estilistas que estavam sentados ao lado esquerdo. - Os dois que vocês já conhecem: Nina Garcia, editora de moda da Elle Magazine, e Michael Kors, um conceituado estilista americano. – Abriu mais o sorriso. – E os convidados são Mu, o estilista, cujo nome verdadeiro esconde, da famosa agência de modelos Sanctuary, a maior da Grécia e do mundo, e Kamus d’Eon, o agente que fez Shaka Rutherford ser o modelo mais conhecido atualmente. – Os estilistas soltaram exclamações de interesse. – Bem, que comece o desfile! Heidi sentou-se ao lado de Nina e logo uma música agitada invadiu o ambiente. A música era Bad Boy, cantada por Cascada, uma banda alemã. E Io, o modelo de Lune, apareceu no palco. Vestia uma combinação um tanto extravagante, mas que combinava perfeitamente com a aparência exótica do rapaz. Usava uma calça preta com listras rosa curta e coturnos que cobriam a barra dela. A camisa era simples: sem mangas e estampada, em rosa e preto, mas com uma echarpe que dava um toque especial a vestimenta. Mais alguns modelos desfilaram, sob os olhos atentos dos jurados e dos estilistas, que temiam que suas criações se desmanchassem ali, no meio da passarela. Finalmente, foi a vez de Milo, sob o som da música I’m Blue, que entrou na passarela. Desfilava confiante, e muito bem. A roupa feita por Ayacos era azul, obviamente, mas possuía bastante cinza. Um pouco depois, Shaka entrou no palco ao som de Barbie Girl. Apesar de muitos acharem que ele ia se sentir humilhado, o indiano contrariou as expectativas. Entrou no palco sorrindo e desfilou bem como sempre. Um belo casaco de um vermelho escuro acompanhado de uma calça bege e botas era o que o loiro vestia. Seu longo cabelo dourado fora preso em um rabo de cavalo baixo. E, para completar, óculos escuros escondiam os olhos azuis do modelo, o que aumentava o charme da criação de Seika. Após Shaka mais um modelo desfilou e logo os estilistas se posicionaram na passarela, ao lado de seus modelos que voltavam dos bastidores. Era a hora dos jurados fazerem algumas perguntas. - Vamos começar com a Nina. – Disse Heidi, passando a palavra para a mulher a seu lado. - Vocês me surpreenderam, já que é a primeira exibição de roupas masculinas desse programa, se excluirmos um desafio da segunda temporada. Bem, gostaria de perguntar uma coisa a Ayacos. – O estilista assentiu com a cabeça. – Eu esperava que você usasse um azul mais vibrante. E aqui temos um modelo com cinza e azul acinzentado. - Bem... Eu resolvi usar cores mais opacas, porque blue significa também tristeza. Além de o azul ser uma cor fria, então resolvi complementá-lo com uma cor fria também, para o contraste não ficar muito brutal. - Não vejo problema em contrastes “brutais”. – Mu se pronunciou. – Pelo contrário, dependendo do corte da roupa fica bem. Mas, no caso, eu gostei dos azuis nessa sua roupa, Ayacos, e, de fato, uma cor quente destoaria da idéia. – Fez uma pausa. – Tanto da idéia da roupa quanto da música. - Que tal... Agora Lune? Michael, quer perguntar algo a ele? - Quero sim, Heidi. – Fez um movimento com a mão. – Lune, eu quero saber qual foi a sua idéia ao fazer essa roupa. Ouvi a música e procuro a ligação entre essa roupa e a letra. - No que eu me inspirei mais foi na melodia. – Sorriu o rapaz, timidamente. – Nas batidas fortes e no ritmo alegre, além do refrão ter me dado algumas idéias, como no coturno, um tanto pesado, quebrando o estilo mais delicado da parte de cima, já que a camiseta sem mangas faz um conjunto mais sofisticado com a echarpe. - Muito bem... Agora, Kamus. Tem algo a perguntar para Seika? – A alemã olhou para o ruivo. - Sim. Seika, apesar de ter tido um razoável azar na escolha da música, gostei do resultado. Confesso que quando começou a música a tocar eu já estava esperando o Shaka desfilando de vestido, salto alto e cachinhos. – Arrancou algumas risadas dos presentes, inclusive do indiano. – Ainda bem que veio a luz para você e entendeu que podia trabalhar com glamour, não só com cor de rosa. Parabéns. - Obrigada! – Agradeceu a garota com um enorme sorriso no rosto. - Bem, iremos conversar um pouco e já chamaremos vocês de volta, estilistas. – Sorriu Heidi. Os jurados conversaram por alguns minutos e chegaram a um consenso. A alemã pediu para que os estilistas fossem chamados de volta. Um clima tenso se apoderou do ambiente, já que os participantes temiam serem tirados do programa. - Lune. Foi por pouco. – Disse Heidi. – Segundo lugar, portanto pode voltar. - Obrigado! – Respondeu o rapaz, entrando nos bastidores para cumprimentar seu modelo. - Ayacos. Terceiro lugar. – Ela o fitou séria. – Melhor sorte na próxima. - Agradeço. – E adentrou nos bastidores também. Ela liberou mais alguns dos estilistas, restando apenas Seika e mais outros dois aguardando o resultado. Os participantes que esperavam junto com a japonesa eram um rapaz, de cabelos loiros e olhos azuis portador de enorme beleza, chamado Misty e outro rapaz de cabelos claros, mas com os olhos cobertos por uma franja, Minos. - E agora o vencedor deste desafio... Seika, parabéns. – Sorriu a modelo. A garota mal pode conter sua emoção. Queria gritar e pular, mas se conteve, limitando-se a derramar algumas lágrimas de felicidade. Agradeceu algumas vezes e voltou aos bastidores, onde os outros estilistas aguardavam para saber o que havia acontecido. Quando Seika se aproximou, com os olhos se debulhando em lágrimas e um sorriso radiante, logo souberam quem havia sido o vencedor. Deram os parabéns a colega, que mal cabia em si de tanta emoção. Porém, quando Minos entrou, seguido de Misty aos prantos, e não era de alegria, logo pararam com a comemoração. Despediram-se do belo colega, aliviados por não terem saído, mas tristes por darem adeus a um amigo. Por fim, Tim apareceu pedindo para o loiro guardar seus pertences e deixar o prédio. Em seguida, anunciou aos estilistas restantes que participariam, se quisessem, de uma pequena festa junto com suas modelos fixas e com os modelos que usaram nesse desafio. Para a surpresa do grupo de estilistas, Heidi e os jurados também se encontravam lá. Todos sorriam e se divertiam na festa. Capítulo 7 - Fim. Continua... - Shaka faz sua entrada triunfal em grande estilo... e bota estilo nisso. 8D - As músicas foram pegas aleatóriamente, apenas pelo gosto de Haine, que é uma grande fã do Aqua e do Cascada. =D
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Posted: Sat Dec 22, 2007 10:30 pm
Passarela Capítulo 8 – A Vingança Após algumas horas de diversão na pequena, porém animada, festa, a maioria dos estilistas e modelos voltaram para os apartamentos, que o programa cedia a eles, exaustos. Seika saiu pulando, como uma criança que havia ganhado seu primeiro presente de natal, e agradeceu a Shaka pelo menos umas cem vezes, sem exageros. Kamus, por outro lado, teve que ficar para acertar os detalhes da participação de Milo no desfile juntamente com Kanon, que acabara de chegar a Nova Iorque também, e Heidi. O grego, entediado e preguiçoso demais para voltar ao hotel, ficou passeando pelo camarim. Olhou a roupa que Shaka vestira, estendida sobre uma parede como se fosse uma barra de ouro, e indicando que era a roupa vencedora do desafio. O modelo estava com um sentimento que se tornou freqüente desde a chegada nos Estados Unidos: a inveja. Estava com muita inveja do indiano, pois ele era o dono do coração de Kamus, e, por mais que detestasse admitir, era um modelo como o próprio jamais iria ser. E então, de repente, ouviu uma voz. - Oh... Seika é ótima, não? – Disse uma voz calma, suave vinda de trás do modelo. - Claro que sim. – Respondeu Milo, ácido como suco de limão estragado. Sabia quem era o dono da voz, é claro –- Você deve ser o Paca. - Shaka. – Corrigiu, não demonstrando raiva ou desgosto. - Oh, sim, sim... É tudo a mesma coisa. - Respondeu, indignado com a calma do loiro atrás dele. Odiava, por todos os Deuses, admitir, mas Shaka era realmente uma figura bela. Seus cabelos loiros, agora soltos, roçavam sobre seus ombros e passavam por seu rosto como se tivessem sido projetados para o mesmo. Seu corpo era esguio, até mesmo um pouco atlético, não tendo proporções exageradas. O corpo dos sonhos para qualquer modelo. - E você, quem seria? – Perguntou o indiano, educadamente. - Eu sou... – Uma pausa dramática, como se estivesse prestes a gritar " tcharãããns". – Milo Archiakos! – Fez uma mensura exagerada – Modelo de Kamus D'Eon. E Shaka sorriu. Um sorriso estranho, enigmático, equiparável ao da famosa Mona Lisa: impossível de ser traduzido em meras palavras. Fez-se um longo silêncio até que o loiro mais belo resolveu se posicionar: - Então você é o tão famoso Milo... -– Disse. Sua voz continha um veneno que podia ser notado a quilômetros. Milo preferiu ignorar, e assentiu positivamente - Exatamente. Já ouviu falar de mim, então, Shaka? – Tentou falar isso de maneira mais sarcástica possível. O de cabelos lisos confirmou, e convidou o grego para um passeio pelo camarim, que era gigantesco. - Então, Milo, o que achou do desfile de hoje? – Indagou Shaka, enquanto andavam por uma galeria repleta de roupas dos antigos vencedores, todas presas como retratos. Milo torceu o nariz. - Nada demais. Eu não venci, de qualquer forma, então prefiro esquecer essa pocilga. – Disse, olhando para o outro como se ele fosse uma mosca. Era uma guerra psicológica de dar medo. - Hm... Palavras fortes para alguém tão bonito e respeitável, senhor Milo. –- Falou isso com naturalidade, o que irritou o grego mais ainda. Os dois continuaram andando, chegando a uma parte mais reclusa do camarim, sem muitas roupas à mostra e, notavelmente, sem câmeras. –- Sabe, Milo. – Começou Shaka, se dirigindo a uma roupa tão antiga que parecia pertencer a um museu. – O que você acha do Kamus? Milo achou aquela pergunta um tanto desafiadora. Shaka olhava continuamente para a roupa, parecendo obstante a situação. O de cabelos cacheados notou que pareciam construir algo naquele lugar, já que estava repleto de terra e instrumentos de construção, mesmo que eles estivessem no décimo quinto andar. Se não fossem pelas roupas expostas, Milo teria pensado que o lugar era um depósito. Tirando esse pensamento da cabeça, respondeu a pergunta de Shaka - Ele é muito bom de cama. Pensou que o pianista iria surtar, mas, em vez disso, ele apenas sorriu, dessa vez olhando para Milo. - Ele é mesmo, não é? – Foi a resposta do outro loiro. O modelo olhou-o interrogativamente por um momento, e em seguida dirigiu sua atenção para uma roupa próxima. Parecia ter pertencido a alguém do velho oeste. Chapéu de vaqueiro, botas longas com alguns detalhes e... - Ei, Milo! – Disse Shaka, alegremente. Mal Milo virou o rosto para o lado e sentiu o impacto de um punho sobre seu rosto. O indiano estava lhe socando, era óbvio, mas a força dele era descomunal. Shaka pensou em quanto a sua infância difícil na Índia havia compensado para aquele momento: desenvolvera muita força bruta e agilidade. Vinha se controlando há dias, e finalmente chegara a hora. O grego não pôde sequer encostar o corpo no chão, e já havia sido socado e chutado duas vezes, pressionando-o contra uma parede. - Então você acha que o Kamus é bom de cama, né? – Shaka disse, com um tom alegre, mas com um sorriso extremamente psicótico. – Bom, só eu tenho o direito de falar isso, então, senhor Milo, prepare-se. – E chutou o estômago do modelo com toda a força que conseguiu juntar. A hora seguinte foi composta por chutes, socos e gritos de dor. As paredes agora estavam cobertas de sangue, e o ex-modelo parecia um assassino profissional, pelo jeito que surrava Milo sem demonstrar compaixão, apenas ódio. - Cansado? – Perguntou Shaka, ouvindo o grego ofegar enquanto tentava respirar, o que era difícil, e revidar os ataques. – Bom, eu não estou. Na verdade, nunca me senti tão bem e tão acordado! – Continuou, socando o rosto do modelo. – Saiba que no dia que Kamus me ligou para contar o que você tinha feito com ele, eu estava pensando a melhor maneira de fazer isso. – Milo ficou perplexo. Kamus havia contado para o indiano aquilo tudo? Mas não teve tempo de pensar no assunto. Recebeu mais um chute no estômago. – Aí, bem, falei com um antigo contato meu: a grande Heidi. E ela é muito minha amiga, sabe. – Desferiu mais um soco. – “Tirar um dos modelos que estão escalados para participar, desde que não seja o da Agencia Sanctuary, e colocar o famoso Shaka no lugar dele? Claaaro!”, ela disse. E aí foi fácil vencer o Príncipe Egocêntrico. Estava dando vazão a toda sua raiva, a raiva contra Milo, a raiva de não estar junto a Kamus pra impedir aquilo. E os próximos quinze minutos foram apenas de, como dizem, “porrada”. O indiano, se sentindo bem melhor enquanto olhava para as paredes e para o chão cheio de sangue, viu um objeto muito interessante a seu lado. Uma pá. Shaka sempre adorou pás, trabalhou muito tempo com isso, na Índia. Não ganhava quase nada, é claro, mas quando precisou fugir de seu terrível chefe, usou uma pá para se defender. Pegou aquele objeto, e então se voltou para Milo, que gemia de dor e deu um olhar extremamente assustado quando viu o que o loiro segurava. Por um momento, Shaka hesitou. Será que estava sendo duro demais? Mas então lembrou da dor que o ruivo havia sentido. No dia do telefone, suas lágrimas praticamente atravessaram a linha. E não se segurou: levantou a pá bem alto, e se preparou para atacar. - Chegue perto de Kamus mais uma vez, ex-modelo da Sanctuary, e eu bato com essa pá em outro lugar. – E então acertou com a pá diretamente no rosto de Milo, que se tornou uma banheira de sangue e lágrimas. O indiano, agora, se sentia bem melhor. E então, ouviu uma voz. - Psiu! Sha-a! – Disse a conhecida voz de seu grande amigo tibetano. – Deixe que eu cuido dele agora! Tem um francês te esperando lá atrás, Barbie Boy! – Shaka sorriu, abraçando o amigo em seguida, e indo em direção ao amado. – Agora! – Continuou Mu – Vou te levar pro hospital, coisinha. E se você abrir a boca sobre o Shaka, eu te sufoco com o travesseiro! – Riu, enquanto ajudava o modelo ferido a se levantar. O pianista conferiu, pelo menos, cinco vezes se havia sangue em sua roupa. Não queria preocupar Kamus. Ajeitou os cabelos e treinou o sorriso mais angelical que pôde, na frente do espelho. Após isso, saiu do banheiro e se dirigiu a uma sala onde pôde ver Heidi dirigindo-se a porta de saída, escoltada por dois de seus seguranças, ao lado de Kanon, mais sorridente que o normal. Logo viu o francês se despedindo dos dois que iriam embora. Apressou o passo, abraçando Kamus, que estava de costas. Mergulhou o rosto nos cabelos sedosos de um tom vermelho intenso, aspirando o perfume que sentia tanta saudade. Murmurou algumas palavras no ouvido de seu amado e afastou-se. O francês virou-se para fitar Shaka. Os dois dispensaram palavras. Apenas uniram seus lábios, como a muito tempo não faziam. O loiro acariciava os cabelos do outro com delicadeza, sem pressa. Queria que aquele momento fosse eterno. A manhã chegou rápido e o irritante toque do celular acordou o francês, que dormia confortavelmente aconchegado entre os braços do indiano. Pegou o celular a contragosto, movendo-se vagarosamente. Quando viu o número de um de seus chefes, Saga, atendeu imediatamente. - Bom dia, desculpe a demora. - Tudo bem, Kamus. Eu liguei meio cedo... Se bem que você dorme e acorda com as galinhas, né? – Riu o outro. – Bem, o que eu tenho que falar a você é sério, sabe? Milo ontem a noite foi assaltado e espancado na rua! Ficou completamente desfigurado. Segundo Mu e Kanon, que já o viram, está mais feio que briga de foice no escuro! - Ele... Já está bem? – Perguntou o ruivo, gelando. - Está, não corre perigo nenhum. Só que ele está todo quebrado! – Exclamou Saga que, talvez por ser grego, era espalhafatoso e falava quase que gritando. – Mu disse que ele parece uma zebra, de tantas marcas escuras na pele. Quebrou o nariz, quase deslocou o maxilar, perdeu dois dentes... É os estragos foram grandes. – Respirou fundo. – Ele vai se ausentar por um tempo. - Sinto muito, talvez se eu tivesse cuidado melhor dele... - Não, eu sei que enquanto isso acontecia você estava tratando de negócios com Kanon e Heidi. Aliás, isso foi de madrugada! Credo, você deve ter dormido pouco... Vou te deixar descansar. Bem, depois vai lá levar um papo com seu modelo. – Disse o chefe. – Mais tarde a gente se fala! Tchau! - Adeus. – Kamus desligou o telefone e suspirou. - Quem era? – Perguntou Shaka, de um jeito manhoso e sonolento. - Saga. Milo foi espancado ontem durante um assalto. – Suspirou o ruivo. - Humn... Eu não ganho um beijo de bom dia? – E sentou-se na cama, enlaçando a cintura do francês e puxando-o para um terno beijo. Três dias depois Mu e Kamus voltaram para a Grécia, depois de uma longa despedida de Shaka, que permaneceria nos Estados Unidos. Milo teve que ficar mais uns dias no hospital, até se encontrar em um estado mais apresentável e ser transferido para algum hospital em Atenas. Capítulo 8 - Fim. Continua... - Finalmente o Milo levou o troco e o casal vinte se reuniu. - ...taí a fantástica lenda da pá mágica! =D Cuidado com o loirão da pá. - Bem, por enquanto é isso. Temos que tirar essa fic do freezer!
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Posted: Fri Jan 04, 2008 11:32 am
Capítulo 9 – A Concorrente Saga estava quase arrancando os cabelos. Estava em uma reunião com seu irmão, Kanon, e Kamus. Precisavam decidir o que fariam, já que Milo estava num estado lastimável e não poderia aparecer em público por um bom tempo. Discutiram várias idéias, planejaram desculpas de como não chamar a atenção da mídia, bolaram planos e nada de resolver a questão de não terem um modelo. A situação financeira iria piorar sem o arrogante loiro, precisavam urgentemente de alguém para assumir o lugar. Fazer testes demoraria muito, mas parecia a única saída. Os pensamentos dos três homens aflitos foram interrompidos por batidas na porta, que, em seguida, foi aberta por um sorridente Mu. O tibetano entrou no escritório, sem cerimônia, limpou a garganta, pigarreando, e exclamou em alto tom: - Senhores e... Senhores. Apresento a vocês o novo modelo da Sanctuary! – E fez uma mesura para a pessoa que acabara de passar pela porta. - Boa tarde. Já faz algum tempo, Saga... Kanon. – Era Shaka. - Shaka! – Exclamaram os gêmeos em uníssono. Kamus ficou sem palavras, enquanto pensava no acontecimento divino que estava presenciando. Ele voltaria a ser agente de seu amado! Milo? Nunca vi mais gordo. Não poderia se importar menos com o outro modelo. - Eu creio que não existam problemas, afinal, com o terrível acidente de Milo, que Deus o tenha, vocês ficaram com poucos modelos, certo? - Shaka falou como se o grego já estivesse morto há décadas. Kanon concordou completamente, já que sabia muito bem que comparar Milo e Shaka era como comparar uma mosca a um falcão. Já Saga não estava assim tão confiante. - Vamos tratar melhor esse assunto... Severino! SEVERINO! – Ele gritou, apressado. Segundos depois um rapaz não muito alto, de traços infantis, cabelos castanhos e curtos entrou na sala. - Meu nome não é Severino... – Falou, carrancudo. Quando notou o loiro ali abriu um largo sorriso no rosto, mas não teve tempo de falar com o indiano. - Ah, tanto faz. – disse Saga, com desdém. – Traga café para todos aqui, e ande logo. - Sim, senhor Saga... – Sorriu para Shaka mais uma vez e saiu apressado do lugar. Segundos depois ouviu-se um grito. - O que foi isso? – Perguntou Kamus, alarmado. - Ele deve ter esquecido de abrir a porta de vidro da cafeteria. Enfim, Shaka... E sua carreira como pianista? – O indiano sorriu afetuosamente, e se sentou em uma cadeira próxima. - Eu já deixei tudo arranjado! – Respondeu, alegremente. - Não se preocupe com isso, Saga. A Sanctuary me lançou ao estrelato, estou apenas devolvendo o favor. – E ao fim da frase do loiro, Seiya entrou carregando uma bandeja com várias xícaras e um bule. Ele não parecia estar muito seguro, e quase tropeçou mais de uma vez enquanto entrava. Kamus se inclinou sutilmente para os gêmeos. - Como você ainda não demitiu essa anta, Saga? – Perguntou o francês, confuso. - Já demitiu. Dezoito vezes. – Respondeu Kanon, rindo da situação. - Tá, e...? – Indagou o ruivo. - Eu recontrato. – Sorriu. – Sei lá, ele tão carismático. – Enquanto isso Saga tentava mandar Seiya colocar a bandeja sobre a mesa, mas, obviamente, não estava dando nem um pouco certo... - Seiya, toma cuidado com essa bandeja de cafés... Seiya! Não vem pra cima de mim...! Arghhh! Seu moleque desgraçado! Vai queimar a tua mãe! Morraaaaaaaaa, Seiyaaaaa! – Kamus apenas fitou os dois, pensando em como poderiam ser pai e filho se não fossem pelas diferenças estéticas. - Humn, sei. – murmurou o francês. E ele era uma criança, realmente, mas tinha um bom coração. Seiya se desvencilhou das mãos de Saga, que pretendia esganá-lo, e correu para dar um abraço no indiano. - Shaka! Então você voltou pra gente? – Perguntou ele, todo sorridente. - Depende do seu chefe, Seiya. – Foi a terna resposta do loiro, que devolveu o abraço de Seiya e em seguida continuou a falar. – Conheci sua irmã. - A Seika? Ah, que legal! Ela tá nos Estados Unidos, né? – Exclamou o adolescente, empolgado. - Sim. Eu e ela vencemos um evento, e... – Se inclinou pra perto do amigo. – Vou ver se ela vem trabalhar aqui, sabe? – Shaka pôde ver os olhos de Seiya se umedecerem, devido as lágrimas. Era óbvio que ele estava realmente muito feliz com a possibilidade de rever a irmã, já que passaram muitos anos de suas vidas separados e, quando finalmente se juntaram, por trabalho tiveram que se desencontrar novamente. Agradeceu discretamente e se retirou da sala. E o resto do dia foi muito agradável. Shaka, apesar do receio dos gêmeos, foi recebido de braços abertos, e agora era modelo de Kamus novamente. Ao cair da tarde, o casal foi embora. Ambos muito felizes por agora poderem passar mais tempo juntos. Enquanto isso, Saga e Kanon discutiam um assunto nada agradável. - É interessante ver que essa nova empresa, a tal Angélique, contratou muitos novatos que visávamos ter conosco e está se desenvolvendo logo onde imaginamos instalar uma filial da Sanctuary, no Canadá. - De fato, Saga. O que eu temo é que seja alguém de dentro da própria Sanctuary. E, para ter informações confidenciais como essas, deve ocupar um cargo alto. - Também imaginei isso, irmão. Tentei, muitas vezes, falar com o presidente da Angélique, mesmo através de subordinados e pessoas que não tem relação com a Sanctuary. É incrível: ele nunca está presente na empresa e comanda tudo de longe. - O que reforça minha teoria de que ele trabalha aqui conosco. - Qual seria o objetivo? Lucrar sozinho? – Saga franziu o cenho. – Talvez devêssemos infiltrar alguém nessa nova agência, não seria nada estranho se um modelo nosso fosse para lá sobre o pretexto de “a Sanctuary paga muito mal e estou procurando um salário melhor”. - Que tal encarregarmos o Shaka disso? Ou o Shura? - Sem chance! – Exclamou. – Seria suspeito demais: o grande modelo e pianista promovido pela Sanctuary que já tem rios de dinheiro ou o grande astro da Sanctuary que anunciou publicamente que jamais deixaria a empresa trocarem misteriosamente de agência. - Vamos pedir para outro, então... – Suspirou. – O Mu comentou sobre trazer um novato para cá. Se for confiável, podemos contar com ele. - De acordo. – Sorriu. – Amanhã mesmo vamos falar com Mu. Quanto antes ele arranjar o nosso modelo-espião, melhor. O indiano e o francês logo chegaram em casa. Shaka respirou fundo. Dando graças por ter voltado ao apartamento que dividia com o ruivo. Enquanto o loiro se perdia em lembranças ao passear os olhos pelo apartamento, Kamus se encaminhou para a cozinha, já que pretendia dar boas-vindas ao lar elegantes a Shaka. Arregaçou as mangas e pôs-se a procurar na geladeira pelos ingredientes que precisava. Agradeceu a si mesmo por ser prevenido e ter um pouco de tudo guardado em casa, possibilitando preparar vários pratos para o jantar. Resolveu que faria morangos com creme de iogurte como sobremesa, portanto bateu em um recipiente o iogurte, o creme de leite e o leite condensado, despejando por cima dos morangos que havia cortado. Levou a sobremesa à geladeira, para deixá-la no ponto de ser servida. Resolveu, então, passar para a salada que iria acompanhar. A “salada colorida”, nome dado por Afrodite aquele prato. Cortou o tomate em cubos, o pepino em rodelas e o pimentão em fatias, em seguida despejando em um recipiente já contendo óleo, vinagre, sal, açúcar e pimenta, bem misturados. Para encerrar, cozinhou alguns ovos e cortou-os, despejando por cima da salada. Voi lá, a salada colorida ficou com aquela aparência apetitosa de sempre. Ficou um pouco indeciso quanto ao prato principal, finalmente optando por uma simples, mas deliciosa, sopa de carne com batatas. Cortou a batata e a cebola em cubos, em seguida despejando-as em uma panela, juntamente com a cenoura previamente cortada. Misturou e deixou cozinhar um pouco, sentindo o aroma agradável que invadia o ambiente. Um pouco de açúcar e vinho branco eram fundamentais para dar o gosto delicioso de sempre. Provou a comida, aprovando o sabor e adicionando água, juntamente com pedaços de carne bovina. Misturou a comida, em seguida tampando a panela e esperando cozinhar mais um pouco. Depois de passados alguns minutos, adicionou as ervilhas por cima e desligou o fogão. Vendo que Shaka havia ido aos quartos, serviu sobre a mesa da sala de jantar uma travessa com sopa e um prato com a salada. Decidiu deixar a sobremesa na geladeira e depois pegá-la. Arrumou os pratos, os talheres e os copos, em seguida abrindo uma garrafa de vinho tinto de altíssima qualidade. - Shaka, o jantar está servido! – Exclamou para o loiro que em seguida adentrou no aposento. - Nossa, que recepção. – Sorriu. – Finalmente comida de verdade, nos Estados Unidos eu só comia fast food. – Rolou os olhos. – Era um saco. Estava com saudades de comer o que você prepara. - Então, não faça cerimônia. Aproveite. – Sorriu, sentando-se junto a mesa. - Se você me mal acostumar assim, vou engordar e deixar de ser modelo. – Riu Shaka, sentando-se também. - De modo algum. Você viveu a base de comida americana e não engordou nada. Não vai ser minha comida que vai te engordar. – Bufou. - Oh, eu estava brincando. – Sorveu um pouco do caldo da sopa, pelo lado da colher. – Está ótimo, como sempre, Kamus. Aliás, como você ainda não abriu um restaurante? - Eu passei no vestibular para gastronomia, mas quem foi mesmo que disse que me queria como agente para sempre e etc.? Ah é, você. – Riu ao ver que o outro mostrou a língua em provocação. - Ora, meu caro, pra isso existem os, como diriam os americanos, part-time jobs. - Fala sério, Shaka! – Rolou os olhos. - Mas é verdade! Você poderia ser meu cozinheiro particular... Eu pago bem. – E sorriu, dando um tom malicioso à frase. – Interprete como quiser. - Hm, estou começando a me interessar, meu caro amigo americanizado. Mas cuidado... Eu poderia colocar algo na sua comida. – E ergueu a sobrancelha, como se o desafiasse. - Se fosse algo pra me levar para a cama, nem precisa. - Nossa, você não costumava ser tão direto! – Admirou-se. - A América muda a gente, lá tudo é rápido. - Muito sem graça, isso sim. Se for tão rápido assim, não dá pra aproveitar direito... – Lançou aquela frase recheada com duplo sentido. - Bom, talvez nem tudo... – Outro sorriso. - Pelo visto foi tudo fingimento, você não mudou nada! - Mudei sim. - Sério? Não estou vendo. - Prefiro não comentar minhas mudanças durante o jantar, Kamus. Apreciar o sabor da comida é muito melhor... – O ruivo preferiu não questionar a afirmação do loiro, trocando de assunto. - Gostando da comida? - Mais do que você imagina. - Sério? Eu não cozinhei nada desde que você se foi... - É essa comida que está me segurando, Kamus. Sem ela, eu já teria destruído essa mesa e pulado em cima de você. – Gargalhou. - Você não faria isso! – Exclamou. - ...Duvida? - Não. Conheço você o suficiente para saber que, para manter minha integridade física e mental, não devo duvidar. - Assim até me ofendo... Aliás, e a sobremesa? – Sorveu um pouco de vinho da taça. Kamus distraiu-se tanto com a conversa que nem percebeu o passar do tempo e, muito menos, que já haviam acabado de comer. Assentiu com a cabeça e foi para a cozinha buscar os morangos com creme de iogurte. Distribuiu o doce em duas cremeiras, colocando um waffer em cada um. Sempre se preocupava em fazer uma decoração bonita no que preparava. Carregando a sobremesa, junto com uma garrafa de vinho e duas taças, em uma bandeja, foi até a sala de jantar, não encontrando o loiro. - Shaka? - Estou aqui. Respondeu o loiro. A voz vinha do banheiro. Kamus se aproximou com calma, primeiro entrando no quarto e deixando a bandeja sobre o criado mudo, para depois parar a frente da porta do banheiro e admirar Shaka, que estava na banheira e deslizava uma esponja suavemente pelo próprio corpo. - Que tal você me ajudar? – Sorriu o outro. - Tudo bem... O francês se aproximou e pegou a esponja da mão do indiano. Arrumando-se logo atrás do outro, afastou os cabelos claros para poder esfregar as costas dele. Depois os braços até as pontas dos dedos, chegando a dar um beijo gentil sobre a mão dele. Afastou-se um pouco e se dirigiu ao outro lado da banheira, fazendo o loiro erguer uma perna após a outra para poder esfregá-lo. Shaka sorria, adorando o toque suave do amante sobre sua pele delicada e desejando que aquilo não acabasse nunca, mas sabia que um dia teria que terminar. Tirou toda a espuma do corpo e saiu da água. Kamus já o aguardava com uma toalha, envolvendo-o com ela e o levando até o quarto. - Você não perde certos costumes não é? Exclamou o indiano ao perceber o vinho e a sobremesa deixada sobre o criado-mudo. O francês respondeu apenas com um sorriso e sentou-se na beirada da cama, servindo as duas taças com o vinho e entregando uma delas para o loiro, que tirava a toalha e sentava na cama confortavelmente. Era inevitável lançar alguns olhares para aquele corpo perfeito e perfumado, todavia Kamus estava tranqüilo com a situação, não tinha presa para estar com o amante da forma mais intima possível. Bebeu lentamente um gole do liquido avermelhado, uma gota escorrendo do canto de seus lábios e desceu maliciosamente por seu pescoço até que desaparecesse na roupa. Um leve sorriso malicioso brilhou nos lábios de Shaka, embora este tentasse manter uma imagem de inocência. - Kamus, infelizmente parece que estou em desvantagem aqui. O francês arqueou uma sobrancelha enquanto, mentalmente, procurava a desvantagem do momento, mas só compreendeu quando seus olhos se fixaram naquele pequeno sorriso malicioso. Não precisou então de uma segunda indireta, despiu-se apressadamente e jogando as roupas no chão, voltando a se sentar na cama e apreciar o vinho. - Agora estamos quites Shaka. Satisfeito? - Não. Bebeu mais um gole de vinho e em seguida deixou a taça sobre o criado-mudo, interessado em provar a sobremesa que o francês havia preparado. Encheu uma colher e a levou á boca. Um sorriso estendeu-se rapidamente por seus lábios, sentira tanta saudade dessa comida maravilhosa que só Kamus sabia fazer! Até mesmo algo simples, como aqueles morangos banhados em creme, recebia um sabor especial quando preparado pelo outro. - Kamus... Vem cá um pouco. O ruivo deixou a taça com o vinho sobre o criado-mudo, também, e se aproximou de seu amante. Shaka levou mais uma colherada do doce à boca e puxou o ruivo por uma das mechas mais longas do cabelo, até que seus lábios se colassem em um beijo, no qual exploravam o sabor da boca um do outro, em meio ao creme com morangos que brincava com o paladar deles. Aquele contato suave e delicioso só se afastou quando seus pulmões pediram por ar. - Sabe do que eu senti mais falta em todo esse tempo que estive longe de você? - Não. Do que foi que sentiu falta? Esperava uma resposta carinhosa, algo meigo como era típico do loiro na maioria das vezes, mas recebeu um olhar e um sorriso repletos de malicia. - Eu senti falta de ver esse seu rostinho corado quando nos unimos, senti falta do doce som de seus gemidos ecoando pelo quarto. Foi o suficiente para que a face do francês ficasse no mesmo tom de seus cabelos. Não podia dizer que não gostava de ouvir isso, pois seria mentira, porém sempre sentia-se um pouco constrangido nesse tipo de situação. Shaka afastou o ruivo de forma carinhosa, apenas o suficiente para que ele se deitasse na cama. Puxou o doce para mais perto e pegou um morango com a colher, colocando-o cuidadosamente sobre um dos mamilos do francês que gemeu baixinho em protesto pelo toque gélido da fruta sobre sua pele. O loiro sorriu e, debruçando-se sobre o corpo do amante, recolheu a fruta com a língua, mastigando-a demoradamente para depois se empenhar limpar o creme que se espalhara pela área, sentindo como Kamus começava a reagir a seus carinhos. Repetiu o mesmo com o outro mamilo, colocando um pouco mais de doce na colher que chegou a escorrer pelo peito do francês. Seguiu lentamente aquela trilha doce com sua língua, parando no umbigo do ruivo e encarando aquela face corada. O olhar de Kamus pedia a Shaka para continuar e o indiano adorava ver esse tipo de brilho nos olhos do amante. Pegou uma quantia generosa de doce e espalhou sobre a melhor parte: o membro já desperto e pulsante do ruivo. Assim que o deixou bem úmido pelo doce, atacou-o com os lábios. Lambendo, beijando e absorvendo todo o sabor doce para logo em seguida o colocar em sua boca disposto agora a provar um sabor ainda mais doce. Não demorou muito para que conseguisse o que queria, o sabor incomum misturou-se com o sabor doce criando algo que Shaka não poderia descrever se era doce ou salgado. O loiro se afastou um pouco enquanto o ruivo deitava-se de bruços, já sabia o que estava por vir, porém foi impedido. - Achei ter dito que gostava de ver seu rosto enquanto o possuía, mon ange. – Replicou, imitando o sotaque carregado do outro. Apesar de seu constrangimento, o francês ajeitou-se na cama, deixando as pernas abertas em um urgente e mudo pedido pelo corpo do indiano que estava no mesmo estado de urgência. Todavia, Shaka conseguia ter muito autocontrole quando desejava, pegou o que restava do vinho na taça e despejou sobre a virilha de Kamus, deixando o vinho escorrer lentamente até encontrar as partes mais intimas do ruivo e o lençol da cama. Deixou a taça novamente sobre o criado-mudo e ajeitou-se entre as pernas do amante e o penetrou logo pela urgência dos dois corpos. O ritmo começou lento e gradualmente foi aumentando. Os gemidos dos dois seguiam a freqüência dos movimentos, até que cada gemido fosse um grito de prazer puro. Os corpos unidos em um só, até aquele momento em que os dois corpos conheciam seus limites, derramando seu visível prazer um sobre o outro. Capítulo 7 - Fim. Continua... - Realizei três sonhos nesse capítulo: escrever "cremeiras" (amo essa palavra. lol É uma palavra simpática, sabe?), descrever uma cena de preparo de um jantar e um lemon com morangos e vinho! - Ok, eu só servi de super bonder. u_u O Rikku escreveu a grande maioria dos diálogis e a Sami escreveu o lemon. Amo vocês dois. <3
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Posted: Sat Jan 19, 2008 5:19 am
*Atenção: capítulo não revisado! Eram Duas ou Três Vezes [ Capítulo 3 - A Princesa e a Ex-Namorada ] - Isso é... Fascinante! Quantas coisas! - Rodopiou sobre seus calcanhares olhando em volta e se divertindo com a infinidade de produtos nas prateleiras do supermercado. Seus olhos se perdiam em meio àquelas coisas estranhas e interessantes. - Aggy! - Sussurrou Daniel, exasperado. - Fique perto de mim. Não poderei falar muito, já que não quero passar por louco. Então... Fique junto a mim. - Tá, tá... - Bufou a princesa, ao lado do garoto. - Bem... Consultemos a lista... - E puxou um papel do bolso. - Ovos, pão, miojo, sopa instantânea, queijo fatiado, sorvete, nuggets, refrigerante e... é, acho que é isso. - Coçou a cabeça. - Ah, arroz instantâneo e fósforos também. E xampu. Já que alguém usou quase todo o frasco. - Foi sem querer! - Deu um sorriso embaraçado, fazendo uma mesura. - Ok, ok... Vamos pegar o pão primeiro. - E puxou um carrinho de supermercado. Agnieszka achou que aquilo tudo seria muito divertido. Viu comidas exóticas, frascos estranhos, pessoas diferentes e... Daniel ignorava tudo aquilo com uma indiferença brutal. Como ele podia ignorar tudo aquilo, sendo que havia coisas interessantes para serem notadas? Como, por exemplo, os doces em formato de animais que a princesa insistiu para que o garoto comprasse. Muito a contragosto, comprou um coelhinho e um patinho para ver se a garota o deixava em paz com as compras. - Daniel! Olha isso! - Exclamou, fascinada pela forma de estrela das carambolas. - Certo, mas não mexa em nada, tá? Vai ser estranho ver uma carambola voadora. - Ohhh! Que tomates pequenos! - E correu até um balcão com várias embalagens de tomate cereja. Quando voltou-se para dividir seu fascínio com Daniel, percebeu que ele falava com uma garota. Era, definitivamente, a garota mais bizarra e desavergonhada que a princesa já vira. Tinha cabelos loiros, entre os quais se apresentavam mechas de várias cores. Vermelho, verde, roxo, laranja, rosa... E desistiu de tentar ver todas, passando a analisar a roupa que ela vestia. Uma saia curtíssima, que nem mesmo as meretrizes de Aurissiodorenses ousariam vestir, de uma tonalidade extremamente vibrante de vermelho. Botas longas cobriam parte das meias listradas e coloridas que combinavam com a blusa, também listrada e colorida, que não passava de um sutiã crescido. No reino em que Agnieszka morava, aquelas vestes não serviriam nem como roupa de baixo. Suspirou e se aproximou dos dois para ouvir o que conversavam, quando a garota afastou-se com uma expressão zangada. Ia bombardeá-lo com perguntas, mas desanimou-se ao ver a expressão desolada dele. Seguiu-o em silêncio, encerrando as compras e tomando o caminho de casa. Daniel não parecia animado a conversar, porém a princesa possuía uma curiosidade maior que seu senso de etiqueta. Portanto, assim que as compras foram guardadas, resolveu tomar uma iniciativa. - Quem era ela? - Ergueu a sobrancelha. - Minha ex-namorada. - E, então, o que ela queria? - Aggy, eu não estou disposto a falar sobre isso agora. - Notou que a garota abrira a boca para começar a discutir e reconsiderou. - Porém, vou pegar esse pote de sorvete e comê-lo, sozinho - Frisou bem a palavra. -, enquanto falo. Agnieszka acomodou-se no sofá, enquanto Daniel preferiu se recostar em uma poltrona, abrindo o pote de sorvete e atacando-o com uma colher que, como evitou comentar a princesa, era para sopas. Depois de umas duas ou três colheradas, começou a falar. - Eu gostava dela a um tempo, porém nunca havia conseguido arranjar um assunto para conversarmos. Foi quando descobri que ela gostava de yaoi. Eu já gostava de muitos mangás e foi apenas um passo para que começasse a ler yaoi. - Suspirou. - Com isso, tinha assunto para falar com ela. - Aliás, como é o nome dela? - A senhora não-é-da-sua-conta dos Santos. - Mal educado. - Tá, tá... - E encheu a colher com uma generosa quantidade de sorvete. - O nome dela é Karen. - Ah, é mesmo...? - Torceu o nariz, pensando em como aquele nome era sem graça. - Foi um passo até começarmos a namorar... se é que você pode chamar aquilo de namoro. - Suspirou. - Bem que notei que ela era bem distante e sempre dava um jeito de não sair comigo. Até que um dia eu ouvi ela e suas amigas conversando. "Cinema? Ótimo!", disse a Karen. "Acho que meu namorado vai junto. Você vai levar o Daniel?", perguntou a amiga dela. "Claro que não!", respondeu. "Ué, por quê?". "Levar aquele nerd sem graça a tiracolo em qualquer lugar que eu for é como levar um sanduíche para uma festa de socialites!", e riu. "Então, por que você está com ele?". "Ah, ele é ótimo para fazer os trabalhos de colégio, me passar cola nas provas e matar o tempo enquanto não arranjo nada melhor.". Sabe, fazia muito tempo que eu não chorava. A última vez foi quando eu tinha oito anos e meu coelho de estimação morreu. Mas naquele dia eu desabei. Saí correndo, cheguei em casa e chorei muito. Chega a ser ridículo e emo, só que eu fiquei realmente chateado. - Forçou um sorriso. - E o que ela queria? - Perguntar porque eu sumi. É que eu disse para ela antes de começarem as férias que era melhor terminarmos e tudo mais. Ela se fez de desentendida e eu não a procurei mais. Hoje, por acaso, nos encontramos lá no supermercado e a Karen veio perguntar porque eu terminei com ela, nunca mais a procurei ou respondi os e-mails. Eu disse que se ela tinha um pouco de vergonha na cara ia saber e parar de me encher o saco. - Alargou o sorriso. - "A fila anda, o tempo ruge e a Sapucaí é grande, sua vadia. Se você não me quer, há quem queira. Com certeza. E, posso garantir, que se continuar com seu caráter deturpado jamais vai garantir um macho que te sustente. Adeus e boas festas"! - Riu alto. - Eu devia gravar as coisas que digo, sério. Nem sei como tenho coragem, às vezes. - Eu queria ter seu dom de fazer comentários assim! - Riu. - Sério? - Ergueu a sobrancelha. - Você fala umas coisas que são bem mais eficientes que os meus comentários ácidos. Com certeza. Como antes de irmos ao supermercado, quando você inflou meu ego pra depois estourá-lo. Foi um balde de água fria, sério. Eu tava me achando um pouco melhor quando você acabou comigo. Mas deixemos de lado, sim? Eu não me importo. - E sorriu. - Eu tenho raiva de você, sério. - Bufou. Daniel gargalhou. Agnieszka gravou aquilo em sua mente, foi a primeira vez que ela ouviu o garoto rindo. Ele insistia em ser sério e sarcástico, para quem possuía uma risada cristalina. Perdeu a noção do tempo admirando o outro que, depois de rir bastante, voltou a se concentrar no pote de sorvete. Porém, um barulho incômodo chamou a atenção de ambos. O garoto resmungou um pouco, largando o pote de sorvete em cima da mesa e indo procurar algo em sua mochila. pegou o celular e atendeu. - Alô? Oh, que surpresa. Amanhã? Não, nada. Certo... Pode ser. - E teve sua atenção chamada por Agnieszka que, numa agilidade felina, se adonara do pote de sorvete e se deliciava com o doce. - Claro... Não, sem problemas. Três horas? Não esqueça daquilo. Ah, e pode trazer comida? Não ria, é sério: não agüento mais comer miojo e você cozinha super bem... Agradeço! Tá, tchau. Até amanhã. - Desligou. - Devolve meu sorvete, Aggy. - Com quem você estava falando? E o que é isso? - Abocanhou uma grande quantidade de sorvete da colher. - Ahn... Isso é um celular. É um jeito de se comunicar com as pessoas. E era um amigo meu. - Colocou o celular de volta a mochila. - Agora, meu sorvete. S'il vous plait, mademoiselle. - Mas isso é tããão bom. - Sim, exatamente por isso eu quero de volta. - Sorriu. - Não podemos dividir? - E mergulhou a colher no sorvete, aproximando-a, em seguida, do rosto de Daniel. - Melhor pegar uma colher limpa. É mais higiênico. - Quanta frescura. - Revirou os olhos. - Se você diz. - E pegou o pote de sorvete. - Meu. Se quiser comer algo, tem sopa instantânea no armário. É colocar o conteúdo em uma caneca e encher com água quente. Obrigado. - Buscou uma colher e se dirigiu ao quarto. - Egoísta! - E mostrou a língua. - Tomara que você fique doente! - E foi para o escritório mexer no computador. Abriu o navegador da internet, passeando por entre os sites. Sentiu o queixo cair ao ver uma propaganda. " Enlarge your pennis free". Fechou o navegador e resolveu brincar no jogo de cartas. Mais seguro e menos pervertido. Perdeu a noção do tempo jogando Paciência. Às vezes, Agnieszka desejaria que não tivesse uma "boca santa". Muita coisa que a princesa dizia se tornava realidade. Qual a sua surpresa quando, pela manhã, encontrou Daniel encolhido no sofá tremendo e mais pálido que o habitual. Assustada, a princesa aproximou-se dele e sacudiu seu ombro. - Daniel? - O que você quer? - Abriu os olhos, deixando-os semicerrados. - Nem doente você melhora seu mau humor. - Eu estou bem! - Nota-se pela tremedeira. - Que tal se você me deixar quieto aqui? Já tomei o remédio. Estou só esperando fazer efeito. - Suspirou. - Deve ser um resfriado. - Quer comer algo? - Você vai cozinhar? - Riu. - Quanta honra, vossa alteza, mas desconfio que você mal sabe ferver água. - Posso aprender! - Prefiro passar fome a encontrar a cozinha de pernas para o ar. - E cozinha tem pernas? - Arregalou os olhos. - Está delirando! - Já ouviu falar de gíria? - É, acho que já... - Então vai brincar na internet e me deixa quieto aqui! Vai, vai! - E gesticulou com a mão, pedindo que ela se afastasse. Capítulo 3 - Fim. Continua...
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Posted: Thu Feb 21, 2008 8:53 pm
Título: Além das Ruínas Gênero: Aventura, romance (yaoi lemon), crossover. Tipo: Oneshot. Censura: 18 . Disclaimer: Saint Seiya não me pertence, ou se chamaria Brokeback Sanctuary e as personagens femininas seriam escravas. Mas a vida não é justa, né? Aliás, Ragnarök Online também não é meu, senão eu tinha processado os criadores do anime. Bem, essa fic é um presente pra Shasha (aka. Kamui, Mikael, Ryoma, Shaka, Ada... Eita, como você tem nome, né? U_u). <3 Espero que ela goste, porque, apesar da demora, é de coração! Além das Ruínas O tintinar dos copos mesclava-se as muitas vozes que contavam histórias fantásticas e novidades vindas de lugares distantes. Um bardo tocava habilmente seu violão, cantando alegremente junto com uma odalisca que dançava acompanhando o ritmo da música. Em meio à agitação típica da taverna, ninguém notou um rapaz, vestindo uma capa de viagem, adentrando no estabelecimento. Ele se aproximou do balcão, onde um homem secava, com uma toalha, os copos que acabara de lavar. - Mestre Shion. - Disse, chamando a atenção do dono da taverna. - Boa noite. - Respondeu Shion. - Ainda bem que recebeu a mensagem que mandei. Pena que Mu não está aqui para vê-lo, ele ficaria muito feliz... - Oh, que pena... Qualquer hora dessas espero encontrá-lo de novo! - Exclamou, sacudindo a cabeça. - Agora aos negócios! Mestre Shion, sua mensagem me interessou... Gostaria de receber os detalhes... - Bem, cerca de dois dias atrás, um rapaz chegou aqui e, discretamente, perguntou se eu sabia de alguém interessado em uma busca pelas ruínas próximas de Yuno. Respondi que sim, mas que a pessoa não estava aqui em Prontera. Ele disse que se fosse possível, gostaria que eu a contatasse e perguntasse sobre o assunto. Por isso mandei a carta. Naturalmente, fiz algumas perguntas sobre o objetivo dele... - Sacudiu a mão, fazendo um gesto impaciente. - Nunca se sabe! - De fato, podia ser algum golpe ou algo assim... Então, o que descobriu, Mestre? Cada vez fico mais curioso com o assunto! - Sentou-se em um banco e fitou Shion com atenção. - Não me disse seu nome, mas descobri que se trata de um bruxo. - Um bruxo! - Exclamou o outro. - Faz tempo que não se vê um bruxo longe de Geffen ou Aldebaran... Ainda mais querendo ir para as ruínas dos campos de Yuno, que até mesmo os sábios que conhecem aquelas bandas evitam. - Também fiquei intrigado, só que é mesmo um bruxo. E dos autorizados pela Cidade da Magia. - Comentou, recebendo uma exclamação de admiração em resposta. - Então, esse bruxo disse que quando esteve por Yuno fazendo uma pesquisa junto dos sábios, acabou descobrindo um antigo mapa. Indicava ter uma escola ali. Uma academia onde era ensinado o oficio de criar peças para as máquinas de Einbroch. Porém, as pessoas que foram estudar lá simplesmente desapareceram e a escola sumiu dos registros oficiais, depois do passar de muitos anos. Quando eu perguntei o porquê do interesse em explorar uma escola mal assombrada ao invés de explorar o Lago do Abismo, famoso por suas riquezas, ele apenas respondeu que u2;01CNem todo o tesouro é prata e ouro. O grande tesouro perdido por entre as ruínas é o conhecimentou2;01D... - Fez uma pausa. - Olha, eu sou um Armeiro (n/a: prefiro o nome que colocaram no mangá. =T Mestre-ferreiro é tão...! ._.) que já viu de tudo, mas só esses bruxos malucos pra se matar procurando u2;01Cconhecimentou2;01D. - E coçou a cabeça. - Sentimento de missão não se discute, Mestre Shion. - Sorriu. - Me interessei por isso... Parece um lugar interessante. Como eu falo com o bruxo misterioso? - Quarto número onze, no andar de cima. Como ele subiu um pouco antes de você chegar e ainda falta meia hora para o jantar, deve estar acordado. - Muito obrigado por tudo, Mestre! Falarei com ele e, com sorte, amanhã partiremos. - Vá lá! - E voltou sua atenção à tarefa de secar os copos úmidos. O rapaz subiu lentamente a escada, perdido em seus pensamentos. Conhecia bem a hospedaria, por isso não teve dificuldade alguma em encontrar o quarto numero onze. Bateu na porta três vezes, esperando uma resposta. Pôde ouvir uma movimentação dentro do aposento e, logo, a porta foi aberta. Quem a abriu foi um rapaz que não devia ter passado dos vinte anos. Os cabelos ruivos estavam cuidadosamente penteados, porém soltos, caindo em cascatas rubras pelos ombros. Sua roupa era simples, já que, obviamente, ainda não estava vestido para uma viagem, mas carregava no cinto um cajado. - Boa noite. - Disse ele. Sua voz era fria e inexpressiva. - Boa noite. - Respondeu. - O Mestre Shion me contou que você está em busca de companheiros para acompanhá-lo na exploração de ruínas. Vim me voluntariar. - Oh, sim. Por favor, entre. - Deu espaço para o outro passar. - Meu nome é Kamus. - Sou Shaka. - Como, talvez, o dono da taverna tenha lhe contado, eu sou um bruxo. - Sim, ele me falou. Já eu sou um sacerdote. - Sorriu. - Da ordem de sacerdotes da igreja de Prontera. - Ótimo! - Exclamou Kamus com sua voz sem emoção. - Se você realmente estiver interessado, podemos partir o quanto antes. Pelo pouco que pude captar da personalidade do Mestre Shion, como o chama, creio que já lhe informou do que deixei que ele soubesse. - Há mais do que aquilo? - Sim, mas... Importa-se de tirar o capuz de sua capa de viagem, Shaka? Não me sinto confortável ao falar informações sigilosas sem ver o rosto do ouvinte. - Ah, claro! Havia esquecido disso. - E com um movimento rápido, removeu o capuz revelando seu rosto. Aparentava ter, mais ou menos, a mesma idade do bruxo. Seu rosto era bonito e sua pele era muito alva. Os cabelos loiros emolduravam o rosto e eram bastante longos, se perdendo por dentro de sua capa de viagem. Abriu os olhos que se revelaram de um azul cor do céu e sorriu. - Pode...? - Sim, agora, sim. - Concordou com a cabeça. - Bem, durante minhas pesquisas com os sábios e os catedráticos (n/a: professor é a mãe! >/) de Yuno, acabei descobrindo um mapa bastante antigo que revelava que não muito longe da cidade havia uma construção. A academia da Instituição K.H., que era especializada em criar peças para Einbroch. O objetivo daquele lugar era, principalmente, ensinar os estudantes a desenvolverem máquinas e motivar os u2;01Cprodígiosu2;01D de lá a aprimorarem seus conhecimentos e criarem novas coisas. - Fez uma pausa. - Atribui-se aos alunos desse lugar a criação dos Guardiões dos Castelos. Apesar disso, pais dizem que seus filhos, que foram mandados para lá, desapareceram e viajantes curiosos que se aproximaram do lugar alegam terem ouvido gritos. A história virou lenda e ninguém sabe o que é realmente verdade nisso tudo. - Pegou sua mochila que jazia no chão e dela tirou um livro grosso e realmente desgastado. - Aqui eu consegui apenas mais algumas informações sobre K.H., como, por exemplo... - E começou a ler. - u2;01CQuando os mistérios da Instituição K.H. começaram, quem dirigia a empresa era o herdeiro, Kiel Hyre, que nunca mais foi visto, assim como todos os estudantes da academia e os aventureiros que se aproximavam muito das ruínas da escolau2;01D. Também aqui diz que, no subterrâneo da escola, estão lacrados manuscritos onde a técnica para a confecção de Guardiões está gravada. - Esboçou um sorriso. - Se a obtivermos, podemos forjar um clã invencível, contando com o poder dos guardiões! Ou, caso preferir, podemos vender a técnica e dividir o dinheiro! - Apesar de seu rosto não ter mudado de expressão, uma vidente animação estava gravada nos olhos azuis de Kamus. - Gosto mais da idéia do clã. Gera mais lucro. - Sorriu. - Embarcarei nessa com você. - Ótimo! Vai ser muito bom contar com você. Podemos partir amanhã de manhã? - Claro... - Ouviu batidas na porta. - Deve ser o Mestre Shion avisando do jantar. Quer descer para jantar? - Sim, melhor nos alimentarmos bem antes dessa viagem. - Se dirigiu a porta, seguido por Shaka. Shion sorriu ao ver Shaka descer as escadas junto com o bruxo. Fez um gesto para que os dois se aproximassem. Serviu duas porções de sopa e colocou-as sobre o balcão. - Se irão viajar amanhã devem comer bem. Independente de escolherem ir a pé até Geffen ou Aldebaran. O caminho o longo e perigoso de qualquer modo. - Pegou dois pães e ofereceu-os aos jovens. - Comam bastante. Hoje é por conta da casa. - Agradeço, Mestre Shion. - Disse Kamus, com seu tom frio, porém polido. - Oras, já pegou a mania de me chamar assim, como Shaka? - Deu uma gargalhada. - Tudo bem, eu gosto de ser chamado desse jeito. - Rolou os olhos. - Até meu filho, Mu, me chama assim... De qualquer modo, aproveitem a comida. Vou ir atender os fregueses. - Certo, até mais, Mestre! - Sorriu Shaka. - O Mestre Shion me fez pensar sobre qual caminho devemos escolher. Se formos para Geffen, deveremos pagar um transporte para Aldebaran e de lá ir para Yuno por nós mesmos ou pagar por outro transporte. Já se optarmos por Aldebaran, encontraremos criaturas fortes no caminho e poderemos ir para Yuno a pé ou por transporte. - Suspirou. - O que você acha? - Prefiro ir direto para Aldebaran. As criaturas do caminho serão mais fortes, mas talvez possamos cortar caminho pelo Labirinto da Floresta. - Lá não é perigoso? Ouvi que até mesmo os lendários e perigosos Baphomets são encontrados lá. - Franziu a sobrancelha. - Só no último andar. - Sorriu. - Já estive lá, quando era um noviço. - Então vamos por esse caminho... - Bocejou. - Se me perdoa, irei comer rapidamente e ir dormir. Amanhã discutiremos os detalhes, durante o caminho. - Claro, Kamus. Shaka acordou quando o sol a recém começava a tingir o horizonte de dourado. Mal havia se vestido, quando Kamus bateu na porta. Arrumou, rapidamente, seus pertences e se encontrou com o outro no salão principal da estalagem. Shion não os deixou partir sem que comessem, pelo menos, uma maçã. Obedeceram, um pouco a contragosto, e logo partiram. Caminharam pela praça de Prontera que estava quase vazia, a não ser pelos mercadores que começavam a abrir suas lojas e pelos guardas que patrulhavam a área. Logo, atravessaram o castelo e o Feudo das Valquírias, chegando aos campos da cidade. O sacerdote respirou fundo, aproveitando o u2;01Caroma da manhãu2;01D, como ele gostava de chamar. Apenas alguns lunáticos e porings apareceram no caminho dos dois viajantes que, apressados, os ignoraram. Por uma entrada escondida por entre as plantas, chegaram ao primeiro nível do labirinto. Avançaram rapidamente, já que a maioria dos monstros era passiva. O segundo nível também não apresentou nenhuma grande dificuldade. De modo que chegaram no terceiro andar. - Espero que não encontremos um Baphomet. - Rogou Kamus. - Apesar de crer que podemos derrotá-lo, espero o mesmo. Vai ser difícil de continuar a viagem até Aldebaran se estivermos desgastados por uma batalha. Monstros como Mantis, Sorrateiros, Moscas Caçadoras e Baphomets Jr. foram encontrados. Instruído por Shaka, o bruxo não atacou nenhum filhote de Baphomet. Segundo o sacerdote, era dito que, se um de seus filhotes for atacado, o monstro aparecia furioso, utilizando magias avançadas e golpes de foice para punir os algozes de seu filho. Apesar de serem atacados pelos monstros que não podiam matar, o loiro utilizava suas habilidades curativas para sarar os ferimentos. Porém, mal haviam avançado por algumas câmaras quando um aprendiz que, só podia estar ali por ter entrado em um portal conjurado por um sacerdote, atacou um Baphomet jr. Obviamente, o golpe fora em vão, mal arranhando o monstro. Shaka não quis que o garoto fosse morto, portanto invocou um escudo mágico ao redor dele. - Volte para Prontera, aqui você vai morrer! - Exclamou, utilizando uma gema azul para abrir um portal. - Obrigado, moço! - E, com os olhos marejados por lágrimas, o menino correu até o portal. Infelizmente, o corte minúsculo que o aprendiz havia feito fora o suficiente para irar o pai daquele filhote. A ambiente começou a ficar escuro e era difícil de até mesmo respirar. Os outros monstros que estavam naquela câmara fugiram rapidamente. Um círculo de magia apareceu no chão, envolvendo quase toda aquela área. Kamus, enfim, notou que se tratava de um conjuro de Ira de Thor, uma magia bastante poderosa. Com um movimento rápido, o bruxo puxou o sacerdote para fora da área de impacto no exato momento que o chão começou a tremer e descargas elétricas envolviam o ar. Por fim, um monstro enorme apareceu. Podia ser confundido com um carneiro, caso não fosse bípede e não carregasse consigo uma foice enorme. Seus olhos faiscavam de ódio, e soltou um urro feroz ao encontrar o filhote machucado. Trazia consigo vários outros de seus filhos, que não passavam de versões menores dele mesmo. - Um... Baphomet... - Disse Shaka, boquiaberto. Finalmente, aqueles olhos malignos fixaram os dois. Com uma voz que soou mais como um rosnado do que propriamente como fala, ele proferiu: - Vocês que ousaram ferir meu filho? - E bufou. - Não fomos nós, para ser bem exato. - Disse Kamus, franzindo a sobrancelha. - Quem fez isso fugiu, logo depois que chegamos. - É mesmo? - E pareceu pensativo por um momento para em seguida urrar. - Vocês pagarão de qualquer forma! Humanos nojentos que se atreveram a invadir meus domínios. - Ok, Shaka, plano B. - Sussurrou Kamus. - E temos um? - Perguntou com a voz esganiçada. - Eu conjuro magias ofensivas, você conjura um santuário em mim, enquanto tenta utilizar um Magnus Exorcismus. - Sorriu levemente. - Não podemos correr? - Você acha mesmo que conseguiremos escapar dele e do resto dos monstros do labirinto? - Está certo, Kamus... - Levantou-se e segurou a bíblia gritando com imponência. - Santuário! Luzes subiram do solo, formando um território abençoado. Kamus caminhou até lá e, quase que instantaneamente, seus ferimentos foram curados. Era difícil para o bruxo conseguir atacar o monstro, já que os golpes que recebia paravam sua conjuração. O Baphomet ria com sua voz assustadora, divertindo-se com seu adversário. Estava tão concentrado em atacar o ruivo que não percebeu o círculo de magia em torno de seus pés. - Rajada Congelante! - Berrou Kamus. - Você não pode me congelar, menino. - E riu. - Eu não quero congelar você. - Replicou. - Magnus Exorcismus! - A voz de Shaka interrompeu o Baphomet antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa. Como se um coro de anjos flutuasse no ar, um som melodioso foi ouvido e o uma luz cegante imobilizou o monstro, que urrava de dor. O sacerdote, sem descanso, começou a conjurar uma série de Lex Aeterna sobre o monstro, para aumentar o dano de seus golpes. Já Kamus, apesar de cansado, aproveitou o momento para conjurar uma Nevasca sobre o inimigo. Não causaria tanto dano quanto o Magnus Exorcismus de Shaka, mas já era um auxílio. Logo, o monstro tombou, junto a seus filhotes. Os dois rapazes exclamaram de alegria e respiraram fundo. Infelizmente, não puderam comemorar ou descansar, já que o som de outras criaturas se aproximando chamou a atenção deles. O sacerdote utilizou sua magia para curar os ferimentos do bruxo e aumentar sua agilidade, em seguida fazendo o mesmo consigo. Recolheram, rapidamente, a foice do Baphomet e os dois minérios que ele deixou cair. Saíram correndo, passando por vários monstros que tentavam atacá-los em vão. Por fim, conseguiram chegar a saída. Ainda sem falar nada, escolheram um lugar escondido por entre as rochas e as árvores para descansarem um pouco. Finalmente, se entreolharam e riram. - Oras, pensei que você não ria, Kamus! - Brincou o loiro. - Eu também pensava isso. Acho que eu nunca havia encontrado motivos para isso. - Fez uma pausa. - Porém, enfrentar um monstro, quase que, lendário e ficar vivo para contar a história é mais do que um grande motivo para se dar gargalhadas. - De fato. - E riu. - Mas eu estou exausto... - Eu também... Todavia, precisamos partir daqui a pouco e ir para Aldebaran. Lá poderemos descansar mais. - Sei disso... - E abriu a mochila, pegando uma poção. - Quase não tenho energia para usar minhas magias... - Estou na mesma situação. - E pegou, também, uma poção. - Bem... Vamos correndo o mais rápido que conseguirmos, se você se sentir em condição de utilizar sua magia de Aumentar Agilidade. - De acordo. - Sorriu. - Um brinde? - Saúde! - E bateu seu frasco de poção no de Shaka. Seguiram viagem correndo, afinal já conseguiam enxergar os muros de Aldebaran. Passaram por alguns monstros. Alguns tentavam atacá-los, outros não. Porém, ambos os tipos eram ignorados pelos dois, que, no limite das forças, se apressavam naquela corrida. Finalmente, chegaram a cidade, onde foram recebidos pelos guardas que guardavam os portões. Shaka perguntou para um deles onde ficava a hospedaria mais próxima, recebendo instruções. Não foi difícil achar o prédio, logo os dois entraram no lugar. Foram atendidos por uma sorridente senhora. - Boa tarde. Gostaríamos de alugar dois quartos de solteiro. - Oh, céus... - Desfez o sorriso. - Lamento! Mas só temos um quarto vago, de casal. - Tudo bem, ficamos com ele. - Disse Shaka, estava cansado demais para se preocupar com detalhes. - Pagamento adiantado ou depois? - Depois. Já levarei o jantar... Creio que já pretendem dormir. Subiram as escadas lentamente, encontrando, por fim, o quarto número três. O sacerdote sentou-se em uma cadeira, suspirando. Estava na dúvida se estava mais faminto ou mais cansado, porém preferiu esperar a senhora trazer o jantar. Kamus disse que iria tomar um banho e se dirigiu ao banheiro, enquanto o outro arrumava seus pertences para, depois, fazer o mesmo. Suspirou longamente enquanto tirava os sapatos de viagem com alívio. Seus pés doíam de tanto correr e caminhar. Logo, o bruxo saiu do chuveiro, já vestido em seu pijama e com uma expressão cansada, mas mais relaxada. - A água está ótima, aproveite. - Disse, enquanto esfregava os olhos tentando espantar o sono. Shaka se banhou rapidamente, lavando com cuidado seus longos cabelos loiros. Logo, pegou a toalha e pôs-se a secar seu corpo molhado. Ouviu um barulho no quarto, provavelmente era a dona da hospedaria trazendo a comida. Vestiu-se e saiu do banheiro, apreciando o aroma da comida. Sentou-se, novamente, na cadeira e começou a comer a comida simples, que no momento parecia o manjar mais delicioso dos nobres. Acabaram de comer, quase que ao mesmo tempo, e colocaram a bandeja com os pratos e copos junto a porta do quarto no corredor. Deitaram-se na cama espaçosa e macia. - Estou tão cansado que essa cama parece ser mais confortável do que uma almofada de plumas. - Disse Kamus, aconchegando-se em seu travesseiro e encolhendo-se em seus cobertores. Shaka fez o mesmo em seguida e, quase que instantaneamente, adormeceu. Quando se dorme estando realmente cansado, as horas de sono passam em uma velocidade assustadoramente rápida. Dessa vez não foi diferente, já que quando o sacerdote conseguiu vencer a magia de Morpheus e abrir os olhos, o sol já estava a pino. Levantou-se da cama e percebeu que o bruxo já havia acordado. Bocejando, entrou no banheiro para tomar uma ducha, bem fria de preferência, para espantar o sono e a preguiça. Quando terminou de se banhar e vestir, encontrou Kamus sentado na cadeira já tomando o café da manhã. - Dormimos demais, Shaka. - Suspirou. - Estava em meus planos partir logo que o sol nascesse, mas estávamos mais cansados que pensei. - De fato. - Concordou o loiro. - Aliás, onde você foi? - Vendi a foice do Baphomet e um dos minérios. - Apontou um saco com moedas em cima da cama. - Dividi o valor meio a meio, se quiser conferir... - Não precisa, confio na sua boa índole. - Agradeço. - Acenou com a cabeça. - Bem... Assim que tiver pronto, vamos partir? - Claro. - E pegou um pão da bandeja com o café da manhã. Deixaram a hospedaria logo antes do almoço, sob os pedidos de desculpa da dona do lugar que insistiu em lhes dar um desconto. Caminharam até a frente da Torre do Relógio, encontrando uma funcionária da Corporação Kafra. - Bom dia, senhores! - Sorriu ela, ajeitando o cabelo. - Como posso ajudá-los? - Precisamos de transporte. Para Yuno. - Respondeu Shaka. - Oh, claro! - Consultou um livrinho. - São 1200z para cada um. Retiraram de suas bolsas o dinheiro pedido e entregaram para a Kafra que agradeceu e os enviou para a Cidade dos Sábios. A mudança de atmosfera entre a branca Aldebaran e Yuno foi brutal. Enquanto uma fora construída junto a um lago e, por isso, havia muitos barcos decorados próximos as ruas, a outra, já sendo estranha por ser construída sobre ilhas flutuantes, era cercada por uma espécie de deserto rochoso, com pouca vegetação e pedaços de antigas construções. Havia registros de, até mesmo, harpias rondando a cidade que, apesar de não ser muito movimentada, possuía pontos importantíssimos tanto de transporte quanto de conhecimento. O Museu dos Monstros, o Castelo dos Sábios, a Academia de Magia e os Institutos de Estudo de Biologia e Engenharia são apenas pequenas demonstrações do acervo cultural que o povo de Yuno guarda. Sem mencionar no Aeroporto, que a comunica com Izlude, Lighthalzen e outras cidades importantes que, de outra forma, só poderiam ser atingidas a custo de longas caminhadas ou de muitos teletransportes caros. Shaka e Kamus admiraram a cidade quando chegaram, um pouco incomodados pela névoa que sempre estava presente naquela região. - É assim sempre, não é? - Perguntou o sacerdote. - Só estive aqui duas ou três vezes, então achei que era por causa da estação. - É sempre assim mesmo, mas hoje parece estar mais densa que o normal. - Respondeu o bruxo. - Vamos perguntar àquela Kafra. - Bom dia, senhores! - Limpou a poeira do vestido, batendo nele duas vezes. - Como posso ajudá-los? - Precisamos de uma informação. - Oh, sim! - Sorriu, alegre como todas as componentes de sua corporação. - Digam-me sua dúvida. - Houve algo para a neblina estar tão forte? Geralmente é menos densa. - Adiantou-se Kamus. - Não estamos fazendo teletransportes ou voando com a aeronave por causa disso. Recomendamos aos sacerdotes - Olhou para Shaka. - que não usem esse tipo de magia por aqui. É uma névoa mágica. Resultado de uma experiência desastrosa da Academia de Magia. Está proibido sair dos limites da cidade hoje, por isso estamos utilizando até o Castelo dos Sábios para hospedar viajantes. - Isso é terrível! - Exclamou o loiro. - Pretendíamos viajar ainda hoje. - Não será permitido. Os guardas não vão deixar ninguém sair, até amanhã. Os sábios estão quase controlando isso. Tenho certeza que o guarda - E fez um sinal para que o rapaz se aproximasse. - ficará feliz em recomendar um local para vocês passarem a noite. A corporação Kafra agradece a preferência e espera ser sempre útil! - Fez uma mesura. Os dois viajantes seguiram o guarda a contragosto. Levou-os ao um pequeno prédio, onde era a escondida hospedaria de Yuno, comentando que tiveram sorte de ficar lá, ao invés do frio Castelo dos Sábios ou da abafada Academia de Magia. Conseguiram um quarto de casal (u2;01CParece que todas as hospedarias de Rune-Midgard estão lotadas e só com um quarto de casal sobrando, Kamus!u2;01D, como comentou, com ironia, o sacerdote) e logo já se dirigiram a ele. Não possuíam nada para fazer, só lhes restava conversar e esperar que a névoa fosse amenizada. Shaka sentava-se a frente do ruivo, em uma pequena mesa utilizada para as refeições. Bebiam chá e comiam alguns biscoitos e pães, que o dono da hospedaria viera trazer, já que não haviam almoçado. Concentrava-se na tarefa de passar mel em um pedaço de pão, quando a voz do outro lhe chamou a atenção: - Você viaja muito? Mestre Shion disse que você estava fora de Prontera quando perguntei por alguém para vir comigo nessa missão. - Em missão da igreja, geralmente. Até gosto de viajar... No caso, fui mandado para ver os morto-vivos de Louyang. - Suspirou com desinteresse. - Algumas pessoas afirmaram que haviam sido atacadas por eles na cidade. Quando, na verdade, os Hyegun, os Bongun e as Munak tendem a se esconder nos níveis mais profundos da caverna. Coloquei alguns amuletos e abençoei a entrada de lá, se realmente algum deles saiu, não vai tornar a fazê-lo. - Talvez as pessoas u2;01Catacadas por morto-vivosu2;01D tenham, na verdade, visto alguém com um Bongun ou uma Munak de animal de estimação. - O sarcedote o fitou curioso. - Sabe, com um certo tipo de item é possível domesticá-los. - Sim, disso eu sabia. - Concordou com a cabeça. - Só que nunca ouvi falar de zumbis sendo adestrados. - Aqui, na Academia, estudei com os sábios o comportamento desse tipo de u2;01Cmonstrou2;01D. Guardam um profundo rancor um do outro. Consta em uma lenda, que Bongun e Munak eram apaixonados um pelo outro. Porém, o general Hyegun providenciou um modo para que Bongun morresse na guerra, desse modo teria Munak livre para servir como sua esposa. No final, toda a u2;01Cantiga Payonu2;01D, que existia dentro da caverna, virou ruínas e toda sua população transformou-se em morto-vivos. Inclusive a princesa Sohee e as outras damas do palácio. Esses nomes que lhe são atribuídos pertencem a só um indivíduo. Só um u2;01CBongunu2;01D é realmente o Bongun, os outros são meros cidadãos da cidade que se envolveram nessa história trágica, recebendo esse nome genérico para morto-vivo do sexo masculino. - Fez uma pausa. - Perdoe-me, falei muito. É que esse foi um dos assuntos mais interessantes que já estudei na Academia de Magia e no Museu dos Monstros. - Imagine, eu me interessei pelo assunto. - Sorriu. - Faço coisas por fazer e nem entendo a essência delas. Quantos deles já exorcizei sem saber o que estava fazendo, direito? Aliás, e o Hyegun? Pelo que sei, ele não é encontrado na Caverna de Payon. - Fugiu para Louyang, que era uma parte do Império de Payon, quando a guerra se agravou mais que o previsto. Junto com seu exército, refugiou-se onde ficava a antiga cidade, ou seja, nas cavernas. E ali foi amaldiçoado por Munak e Bongun, junto ao povo da cidade que deu asilo ao covarde exército. - Você é inteligente, Kamus. - Balançou a cabeça, sorrindo. - Ora, nem tanto. - Corou, ficando com seu rosto quase que da mesma cor de seus cabelos. Shaka o fitou. Nunca havia reparado na cor bonita dos olhos do outro. Eram azuis, como dois lagos refletindo o céu de uma noite não muito escura. Brilhavam como se estivessem salpicados de diamantes, com uma emoção que contrastava com o rosto frio e pálido. Chegou a se perguntar por quanto tempo ficou hipnotizado pelos detalhes daquela face bonita, corada pelo rubor e inexpressiva. Desceu os olhos reparando nos lábios finos, porém rosados. Eram bonitos. Pareciam ser macios. Sem exatamente perceber o que estava fazendo, o loiro uniu seus próprios lábios com aqueles. Kamus arregalou os olhos ao sentir o calor do outro invadindo-o. Permitiu espaço para a língua do outro invadir sua boca e explorá-la, inconscientemente. Debruçava-se sobre a mesa, exigindo mais. Não era suficiente. Precisava de mais. Somente apartaram o beijo, percebendo o que faziam, quando deixaram uma xícara cair ao chão, ao se inclinarem sobre a mesa. - Sinto muito, Shaka... Eu não devia. - Disse o bruxo, olhando para o chão. Estava, realmente, constrangido com a situação. - Vamos deixar para lá... Aliás, já ouviu falar daqueles boatos sobre andares secretos no Palácio de Amatsu? - Não, não ouvi. E não é nisso que eu estou pensando agora, embora tenha que confessar que gostaria de ouvir essa história também. - Bufou. - Poderia, por favor, olhar para mim e ouvir o que eu tenho a dizer? - Ah, claro. - Olhou para o loiro. - Faça a gentileza de falar, então. - Escute, Kamus, nessa nossa viagem é óbvio que já superamos o nível de amizade, ou então você teria me acertado com um de seus relâmpagos para fora do quarto. - Mas você é um sace... - Sim, obrigado por lembrar qual é meu emprego. Como eu dizia... - Colocou as últimas palavras em um tom que não aceitaria desobediências. - É algo difícil de dizer. Por muitos motivos. Mas... Creio que gosto de você. - O olhar surpreso do outro o fez continuar. - Sério, é difícil para eu viajar com você por isso. A cada momento foi crescendo esse sentimento e se crescer demais vai ficar insuportável. Resolvi falar isso e vou continuar falando rápido antes que eu acabe pensando em quão idiota isso é e resolva me matar. - Respirou fundo. - Eu gosto de você, droga! Caso não tenha captado ainda, seu palerma, eu o amo! Antes que resolva me fulminar com uma tempestade de raios, pense nas perdas civis. Tirei esse peso dos meus ombros e, como prometi, vou até o fim dessa missão consigo. Só que... Quanto mais tempo passar, mais difícil vai ser para carregar o peso desse sentimento. Então me desiluda agora para que eu tenha bastante tempo de superar, tá? Kamus continuou encarando-o assustado, como se tivesse visto a destruição de Payon, da qual falara, com os próprios olhos. Enquanto Shaka o encarava, esperando uma resposta, mas não tão certo se gostaria de ouvir. O bruxo levantou-se e andou até a janela. Ficou olhando o céu, pensando. Tentando formular o que sentia e pensava em frases para que o outro o entendesse. Passou algum tempo, deixando o loiro impaciente. Resolveu, por fim, forçar o outro a falar. Aproximou-se vagarosamente e afundou seu rosto nos cabelos sedosos e vermelhos. Respirou fundo, tentando guardar para sempre em sua memória aquele aroma delicioso que sentiu, também, quando dormiu junto a ele. - Gosto da cor. - Comentou. - Não é aquele vermelho alaranjado como o do fogo. É um vermelho escuro. Como o das pétalas de uma rosa. E é tão macio quanto elas. Imagino que se aconchegar contra um monte delas seja a mesma que afagar seus cabelos. - Quando notou que estava dizendo isso em voz alta, ruborizou. Mas resolveu prosseguir. Afastou os cabelos do outro para trás, aproximando seus lábios do lóbulo da orelha de Kamus, mordiscando-o. Vibrou de alegria, internamente, quando ouviu um gemido em resposta. Deslizou seus braços e envolveu o corpo do outro. Em resposta, o ruivo segurou suas mãos. - Gosta de mim, Kamus? - Insistiu, sussurrando próximo ao ouvido do outro. - Sim. - Uma resposta monossilábica, mas não podia exigir muito do outro, afinal já havia recebido outros indícios do sentimento ser recíproco, ou, no mínimo, um desejo mútuo existir. Vitorioso, empurrou o bruxo contra a cama. - Shaka, mas você... - Não ligo. - Balançou a cabeça. - Segundo alguns decretos do Rei Tristan III, foi autorizado aos sacerdotes se casarem. - Riu. - Se casamento está autorizado, creio que o que vem junto dele também. - Suspirou. - Agora, pare de reclamar. Vamos aproveitar o tempo em que não podemos deixar Yuno em algo agradável. Shaka aproximou-se do ruivo, arrancando sua capa. Observou as detalhadas vestes do outro. Como todos os bruxos, sobre a capa, Kamus usava uma camisa com ornamentos exagerados e uma calça de cor neutra, mas não menos chamativa. Depois de admirar o corpo abaixo do seu, o loiro livrou-se da camisa do outro, jogando-a no chão, arrancando uma exclamação de protesto. Pôs-se a tarefa de explorar aquele corpo alvo. Com os lábios. Mal podia conter os sorrisos que lhe precipitavam dos lábios toda vez que o bruxo deixava escapar um de seus contidos gemidos. Voltou sua atenção ao rosto dele que já não estava mais inexpressivo. Estava febril de prazer e com as faces rubras. Era hora de aprofundar a situação. Em vários sentidos. Portanto, livrou o ruivo do restante de sua vestimenta e pôs-se a roçar sua língua sobre aquele ponto tão sensível do corpo do outro. Percebeu que Kamus cerrava os dentes para não gritar. Shaka, recebendo uma exclamação de desaprovação, parou o que fazia e sentou-se ao lado do bruxo, removendo suas próprias roupas rapidamente. Também precisava disso com urgência. - Se você quiser, venha. - E sorriu. O ruivo não respondeu. Não precisava responder. Era evidente o que queria. Por isso, simplesmente aproximou-se de gatinhas e colou seus lábios nos do sacerdote que o envolveu com seus braços. Naturalmente, seus corpos ficaram nas posições adequadas. Num sussurro rouco, o loiro perguntou: - Posso? - Quando quiser. - E envolveu o pescoço do outro, se preparando para o que viria. Foi impossível controlar o grito, vindo de uma junção da dor com o prazer. Simplesmente escapou dos lábios de Kamus. Porém, não pararam. A necessidade falava mais alto. Em poucos instantes, a mente ambos já estava em branco. Era impossível pensar. O ápice chegou, enfim, para ambos, quase ao mesmo tempo. Shaka permitiu-se cair sobre o corpo do outro, já que estava cansado. Sussurrou algumas palavras afetuosas e abraçou-se no bruxo que, aninhando-se, adormeceu. Batidas insistentes na porta tiraram o sacerdote de seu mundo de sonhos. Levantou-se e, vestindo sua batina (n/a: OMG, como a LevelUp transformou Holy Robe em batina? Ok, tem sentido... Mas eu preferia algo menos comum!), foi até a porta. Atendeu uma garota vestida de empregada, que trazia o jantar. Reconheceu como sendo uma Alice, um monstro um tanto raro e possível de ser domesticado. Agradeceu e levou a bandeja com a comida até a mesa, fechando a porta depois. Nesse momento, notou que Kamus ainda estava adormecido. Com um sorriso, aproximou-se dele e o sacudiu: - Acorda, já está na hora do jantar. - Humn... Eu esperava que já fosse manhã. - Se espreguiçou, lentamente. - Não é, mas venha comer. Mataremos algum tempo depois estudando os mapas para uma melhor rota de viagem. - Certo. - Juntou suas vestes do chão e arrumou-se, rapidamente. Sentou-se a mesa, a frente de Shaka como antes. Pegou seu prato de comida e pôs-se a comer, ignorando o olhar do outro sobre si. O loiro bufou, irritado, mas resolveu deixar a conversa para depois, percebendo que também estava com fome. Depois de terminarem de comer, o sacerdote fitou os olhos do bruxo. - Você está estranho, qual o problema? - Qual o problema? - Repetiu a pergunta, com a voz indiferente. - Eu, há horas atrás, estrago o que sempre estive tentando fazer: manter sempre a racionalidade. Acabei me entregando às coisas que sempre vim tentando evitar... - Tem certeza que o sacerdote sou eu? - Não deixou de sorrir com ironia. - Estou falando sério, guarde as piadas para você, agora. - Apesar da voz glacial de sempre, Shaka percebeu um leve tom de irritação. - Você me fez agir com impulso, seguindo a paixão. Isso é ilógico para mim... Como posso me sentir assim por uma pessoa que não conheço nem há uma semana?! - Não pense que é fácil para eu admitir também. No meu caso é até mais complicado e você sabe disso. - Fez um gesto impaciente com a mão. - Que tal simplesmente deixarmos rolar pela primeira vez em nossas vidas? Prometo que guardo a imagem de você perdendo o controle só para mim mesmo. - Talvez você tenha razão. - Não pode conter o sorriso que brotou em seus lábios. - Aliás, sorria mais. Seu sorriso é lindo. - E riu ao ver o rosto do outro enrubescer. Por isso levantou-se e postou-se ao lado de Kamus. - Já quebramos uma xícara, não quero quebrar a garrafa de vinho. Vou gostar de usá-la depois de discutirmos os planos da viagem. - E beijou o ruivo, sendo correspondido com um entusiasmo que jamais julgou o outro ter. Discutiram as possíveis rotas de viagem, baseando-se tanto em mapas antigos quanto modernos, por tanto tempo que logo já eram altas horas da madrugada. Mesmo que não estivessem com sono, resolveram dormir para poupar forças para as longas horas de marcha que teriam pela frente. Automaticamente, Shaka aninhou o bruxo em seus braços e zelou por seu sono até ser dominado por seu próprio cansaço. Foi acordado pela manhã por Kamus, já arrumado para a viagem. Banhou-se, arrumou-se e comeu rapidamente, pois a névoa já havia sido controlada e não havia tempo, precisavam partir logo. Mesmo com o nevoeiro mágico controlado, a cidade continuava envolvida na sua eterna neblina. Caminharam até o portão sul, onde guardas sorridentes se despediram deles e desejaram uma boa viagem. Seguiram primeiro em direção ao sul, depois para o leste onde encontraram várias cobras negras, conhecidas como Sorrateiros, e plantas carnívoras que tentavam abocanhá-los quando chegavam perto delas demais. Quando avistaram um Horn, Kamus exclamou que estavam realmente próximos do local. Se fossem novamente para o sul, encontrariam parte da construção da escola da Instituição K.H.. Caminhando no meio de vários Grand Peco (n/a: No site da LU não tem o nome deles na versão brasileira! lol) e, ocasionalmente, sendo incomodados por Plantas Carnívoras, chegaram os portões da construção. Para um local chamado de u2;01Cruínasu2;01D por estar abandonado há muito tempo, a escola estava realmente em bom estado, se não fosse pelas plantas que haviam tomado conta de parte das estátuas e arcos decorativos. Sem medo, caminharam em direção do prédio, tentando abrir a porta enorme, sem sucesso. Estava trancada por dentro. Decidiram, portanto, procurar uma entrada alternativa. Pularam o muro e encontraram escadas e um alçapão. Era uma entrada para casos de emergência. Coincidentemente, ou não, estava destrancada, de modo que entraram sem dificuldades. - Chama Reveladora! - Exclamou Kamus, conjurando fogo para iluminar o escuro túnel onde se encontravam. Podiam notar que havia uma porta fechada no final dele e, pelas frestas dela, entrava um pouco de luminosidade. - O teto está quebrado e deixa entrar raios solares, ou tem alguém lá dentro mantendo as luzes acesas. - Pode ser um monstro. - Palpitou Shaka. - Um monstro forte, que é o culpado pelas pessoas desaparecerem. - Talvez... Bem, vamos lá... - E invocou novamente a Chama Reveladora, caminhando cautelosamente pelo estranho lugar. Chegando lá, concordaram que o sacerdote devia abrir a porta indo na frente. Desse modo, o loiro foi o primeiro dos dois a admirar os corredores largos daquela construção. Mesmo que o tempo tivesse agido um pouco e diminuído a beleza que a escola devia ter em seus dias de glória, o local continuava sendo muito claro e deslumbrante. Caminharam juntos desorientados, encantados pela beleza do lugar, mas temendo o que poderiam encontrar. Entre as criaturas que viram por lá, estavam as Alice e as Aliza. Ambas não eram agressivas e se limitaram a olhar com piedade para eles, já que tinham certeza que os aventureiros encontrariam a morte. Um emaranhado de fios explodiu, arremessando Shaka longe. Constant era o nome dado àquela coisa. Existiam em dois tipos: os que se auto-destruíam e os que não o faziam. Exclamaram de surpresa ao ver uma moça vestida com uniforme escolar caminhando pelo ambiente abandonado. Entreolharam-se e o sacerdote tomou a iniciativa de falar: - Olá? Você está perdida, moça? - Como resposta, a cabeça da garota se virou em um ângulo estranho. Repararam, então, que ela flutuava no chão e possuía garras ao invés de dedos. - O nome dela é Alicel! - Exclamou uma Alice. - Corram se não querem morrer. Ela e o Aliot vão matar vocês. - E voltou, melancolicamente, à sua tarefa de varrer o chão. A Alicel se aproximou. Kamus começou a conjurar um de seus feitiços, enquanto o loiro ficou a frente, esperando algum ataque. Com velocidade surpreendente, a garota, ou o que quer que fosse, atacou-o com suas garras. Shaka cambaleou, mas não caiu, disparando uma série de Luz Divina em seguida. Mal a Alicel pode se recompor e recebeu uma Rajada Congelante disparada pelo bruxo, que não perdeu tempo e lançou um Trovão de Júpiter. Um grito horrível ecoou pelo local e a criatura explodiu. Deixando apenas um parafuso enferrujado, uma barra de aço e o manto que carregava caídos no chão. Shaka recolheu os itens examinando-os. - Parece que Kiel e sua corporação decidiram que alunos robóticos, produzidos pelos outros, poderiam produzir mais para seus objetivos... - De fato... - Concordou Kamus. - Mas não consideraram que, caso eles se rebelassem, eram poderosos demais para serem combatidos. - Fitou o loiro. - Você está bem? Ela o atacou. - Nem se preocupe. - Usou sua magia de cura. - Eu sou resistente como você bem sabe. - E sorriu. Continuaram seu caminho, ao se depararem com uma porta fechada. Levava ao segundo nível da estranha escola-laboratório, já que impedia a passagem até a escada. Shaka bufou impaciente e pensou em perguntar se o ruivo não podia explodir o lugar com sua magia. Ficou surpreso ao encontrar o bruxo revirando sua mochila. - O que você está procurando? - A chave. - E tirou frascos com conteúdos estranhos que o sacerdote não saberia dizer o que eram. - Em um dos registros antigos sobre esse lugar falava que era necessário uma espécie de teste para quem queria visitar a escola, sobretudo o segundo andar, que é, pelo que dizem, o mais sinistro. - Encontrou o que procurava. - Aqui está. Bem, como esse lugar foi abandonado e, provavelmente, os encarregados do teste morreram, é impossível fazer o teste agora. Consegui a chave guardada no Castelo dos Sábios. Nunca ninguém soube sobre sua funcionalidade, porém consegui traduzir um documento que comprova que ela abre a porta para o segundo andar da escola. Utilizou a chave para abrir a porta. Fez um sinal chamando Shaka e subiram a escada. Este andar estava melhor conservado e cuidado do que o anterior. O padrão de cores e de decoração. Em meio de seu caminho encontraram os mesmos monstros do andar inferior, a exceção das Alice, que pareciam se concentrar apenas no primeiro andar. Passaram por salas que lembravam dormitórios, bibliotecas, salas de aula e refeitórios, quando um ser bizarro apareceu no final de um corredor. Kamus o reconheceu, sussurrando para o sacerdote: - É Kiel! - Mas... Esse cara deve ter morrido! Fazem, no mínimo, cem anos que essa escola está abandonada... Espere! - Apertou os olhos, procurando ver melhor. - Está morto! Porém, algo se apossou dele. - Ele nos viu...! - Exclamou o bruxo. Kiel aproximou-se. Era um homem que não devia ser muito mais velho que os dois aventureiros. Vestia trajes de tonalidade azul celeste. Só que não era isso o bizarro nele. Uma aura negra o envolvia. Era possível identificar um rosto e uma foice no meio da escuridão que cercava aquele corpo e alma amaldiçoados. - Não foram as máquinas que se revoltaram... Essa coisa que corrompeu o lugar...! - Comentou Shaka - Faça Escudos Mágicos em torno de nós, Shaka. Assim teremos tempo para conjurar alguma coisa. Dessa vez não tem como eu ficar só no ataque e você recebendo os golpes. - Verdade. - Colocou um chapéu em sua cabeça. - Com isso não preciso me preocupar com as gemas. Chapéu encantado com os poderes da Abelha Rainha. O sacerdote fez os Escudos Mágicos. Já o bruxo pôs-se a conjurar uma Chuva de Meteoros sobre o Kiel, cada vez mais próximo. O loiro, também, começou a preparar um Magnus Exorcismus. Mal o Kiel entrou no campo de alcance da magia e já foi recebido por dois enormes meteoros que caíram sobre ele. Mesmo sendo um espírito, o fogo primordial feito por magia ainda o feria, mesmo que o fogo normal não o fizesse. Cambaleou e logo recebeu os golpes divinos do encantamento sagrado de Shaka, que aumentava o efeito da magia com Lex Aeterna. Sem esperar, Kamus lançou uma Nevasca mágica, seguida do golpe Trovão de Júpiter, para empurrar o monstro para trás. O sacerdote já conjurara outro Magnus Exorcismus que, mesmo que monstro invocasse seus servos, Alicel e Aliot, iluminava as trevas. Por fim, o golpe final foi a Ira de Thor do bruxo. Kiel gritou e a aura negra, juntamente com a foice que carregava, sumiam rapidamente. E o corpo, que havia sido possuído por aquela energia negra, evaporava lentamente. Havia sido dominado tanto tempo pelo ser maléfico que seu corpo já deveria ter sido decomposto. Todos os outros robôs do lugar pararam de funcionar instantaneamente. As Alice e as Aliza estavam, enfim, livres de limpar aquela construção amaldiçoada. Kamus e Shaka se entreolharam sorridentes e avançaram para o cômodo de onde havia vindo Kiel. Lá encontraram um cajado, um cinto cheio de adornos e um medalhão, em meio a muitos livros. Reuniram alguns objetos valiosos que lhes pareceram úteis ou interessantes. O resto doariam à Academia de Magia e ao Museu do Monstro de Yuno, por isso comunicaram, por uma espécie de rádio que transmitia mensagens por meio de concentração de energia mágica (n/a: cofcofmensagemparticularcofcof), aos catedráticos e sábios sobre o lugar. Logo, os estudiosos chegaram a academia e deram valiosos presentes aos dois aventureiros como forma de agradecimento. Os livros seriam estudados e ficariam a consulta de quem os desejasse na biblioteca do Castelo dos Sábios. A agitação foi enorme no lugar. Membros da ordem dos sábios entravam e saiam da antiga escola da Corporação K.H. descobrindo cada vez mais segredos. Shaka, cansado, sentara-se num banco que havia a frente do prédio, no que deveria ter sido uma espécie de praça para os estudantes. Kamus aproximou-se dele. - Vai fazer o que agora? - O que você vai fazer, Kamus? - Rebateu com um sorriso. - Pedir desculpas. - Como? - Não fui completamente honesto com você. - Tirou uma pedra de cor dourada do bolso. Era ao mesmo tempo transparente e maciça, além de extremamente brilhante. - Não dividi isso com você, de quando acabamos com o Baphomet. É um Emperium. - Só o desculparei se a proposta de fazermos um clã juntos ainda estiver valendo. - Claro! - Exclamou, com uma alegria passando pelos olhos geralmente frios. - Que nome você quer dar para o clã? - Que tal... Athena´s Sanctuary?[/justificado] Fim. Sami e Rikku sabem que eu quase morri fazendo isso. Não revisei e não vou olhar mais para ela, senão vou pôr um monte de defeitos e não vou entregar pra Sha. Eu até que fiquei feliz com o resultado... Foi meu primeiro lemon sem ajuda! xD
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